Ciclistas protestam na frente da casa de Doria contra paralisação na expansão das ciclovias

Pedalada até casa do novo prefeito de São Paulo marcou início de ato, realizado contra as propostas do tucano para a área de mobilidade urbana.

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Pedalada até casa do novo prefeito de São Paulo marcou início de ato, realizado contra as propostas do tucano para a área de mobilidade urbana

Por Redação

Nesta quarta-feira (5), um grupo de ciclistas promoveu uma pedalada até a frente da casa do novo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), como forma de protesto contra as propostas do político para a área de mobilidade urbana.

Entre os projetos defendidos por Doria, está a paralisação da expansão de ciclovias na cidade. Durante a campanha, o tucano afirmou que não tinha pretensão de ampliar a rede de ciclovias e ciclofaixas e que manteria apenas aquelas que “funcionassem bem”.

Na página do evento no Facebook, a organização do ato explicou que a intenção era mostrar que existem vários ciclistas em São Paulo e que a rede tem beneficiado essa parcela da população, que utiliza as bikes como meio de transporte.

“Temos tanto direito à rua quanto os carros e, principalmente, direito à vida. O espaço também é nosso e não aceitaremos nenhum direito a menos! Nenhum metro de ciclovia a menos”, informa o texto.

No local, os manifestantes foram abordados por policiais, que procuraram as lideranças do movimento. Durante todo o ato, que teve início às 19h e foi concluído em torno das 21h, os ciclistas foram acompanhados por duas viaturas e dois policiais em motos.

No protesto, os participantes deitaram com as bicicletas no chão da rua onde mora o empresário, eleito para a próxima gestão. A performance tinha como objetivo lembrar as mortes e acidentes de trânsito envolvendo ciclistas na capital.

Sem contato com o novo prefeito, os manifestantes entregaram uma carta a um dos seguranças com o título “Desacelera, Doria”, ironizando o lema da campanha do prefeito, “Acelera, São Paulo”.

O documento pede a manutenção das ciclovias e ciclofaixas existentes e ampliação, bem como aponta o desinteresse do grupo diante da possibilidade de privatização da rede e pede a continuidade do plano de mobilidade urbana atual, sem prejuízos à Lei Cidade Limpa.

Foto: Reprodução



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