A Miriam Leitão, Temer pede paciência com desemprego

Na entrevista concedida a Miriam Leitão, que foi exibida ontem à noite pela Globonews, Michel Temer reconheceu que o desemprego, o maior da história do País, não cairá tão cedo: "O desemprego vai continuar alto e o país precisa ter paciência para enfrentar as...

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Na entrevista concedida a Miriam Leitão, que foi exibida ontem à noite pela Globonews, Michel Temer reconheceu que o desemprego, o maior da história do País, não cairá tão cedo: “O desemprego vai continuar alto e o país precisa ter paciência para enfrentar as dificuldades”; ele também falou sobre sua aposentadoria precoce, obtida aos 55 anos

Por Brasil 247

Paciência. Esse foi o pedido feito por Michel Temer a Miriam Leitão, na entrevista exibida ontem pela Globonews, no momento em que o Brasil vive a maior crise de emprego de sua história – de acordo com o IBGE, nada menos que 22 milhões de brasileiros ou estão desempregados ou gostariam de trabalhar mais para ampliar sua renda.

Segundo Temer, o governo não tem uma fórmula para a retomada do emprego, a não ser esperar que a volta da confiança empresarial reaqueça o mercado de trabalho.

– É um processo paulatino, mas evidentemente daqui algum tempo nós vamos começar a reduzir a margem de desempregados. O desemprego vai continuar alto e o país precisa ter paciência para enfrentar as dificuldades.

Temer, que pretende apresentar uma reforma da Previdência prevendo idade mínima de 65 anos, também falou da sua aposentadoria precoce, obtida aos 55 anos, com os benefícios do setor público, que paga salário integral.

– É interessante como o meu exemplo serve para revelar como há aposentadorias precoces. Passaram-se 20 anos e estou aqui conversando. Ainda consigo trabalhar. A minha aposentadoria é uma revelação. É um exemplo para mostrar a impropriedade dessa aposentadoria. Vinte anos depois, estou aqui trabalhando.

Embora a considere imprópria, Temer não falou em abrir mão de sua aposentadoria, nem foi questionado sobre isso.

Ele também afirmou que, se a chapa Dilma-Temer vier a ser cassada pelo TSE não se insurgirá, mas ressaltou que estava no banco do passageiro. Segundo ele, não faz sentido ser punido, tendo esta nesta condição acessória.



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