Movimentos estão em alerta para reagir contra possível prisão de Lula

MST prepara manifestações em Curitiba caso a prisão se concretize. Dirigentes da CUT também estão de prontidão Da Redação...

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MST prepara manifestações em Curitiba caso a prisão se concretize. Dirigentes da CUT também estão de prontidão

Da Redação

Movimentos sociais e sindical estão preparando ações para reagir a uma possível prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. O alerta veio de postagem do Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães, que afirma ter ouvido de fontes que Lula seria preso em breve em “um verdadeiro show que está sendo armado pela Globo em consórcio com a Lava Jato”.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está em alerta para deflagrar protestos na região sul do País, caso o juiz federal Sérgio Moro decrete a prisão de Lula. Os integrantes do movimento farão uma marcha rumo a Curitiba em caso de detenção de Lula.

João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST, disse que os movimentos planejam uma “resistência” à eventual prisão do ex-presidente. “Em caso de prisão, deflagraremos uma marcha até Curitiba. Não vamos permitir esse clima de fato consumado.” A Central Única dos Trabalhadores (CUT) colocou dirigentes em alerta para reagir caso a prisão ocorra.

Segundo Guimarães, “não será de espantar se a prisão ocorrer na próxima segunda-feira”. “Os golpistas consideram que haverá uma comoção pública com as medidas de supressão de direitos e eliminação de programas sociais que vêm por aí e, nesse contexto, o recall de Lula ressurgirá com força inaudita. Este momento está sendo considerado o ideal para prender Lula porque a maioria da sociedade ainda está com muita raiva do PT e essa raiva tende a se diluir conforme for ficando claro que o golpe foi dado para tomar do povo os benefícios dados justamente pelo PT”, afirma em seu texto.

Na quinta-feira (13), o cerco a Lula aumentou com o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, acolhendo uma denúncia da Procuradoria do Distrito Federal, que alega que Lula fez lobby de R$ 7 bilhões para a Odebrecht junto ao BNDES e governos estrangeiros. Em contrapartida, a Exergia Brasil, empresa representada pelo filho do irmão da ex-esposa de Lula, Taiguara Rodrigues, teria sido contratada para prestar consultoria a Odebrecht em obras em Angola. E essa mesma empresa teria pago despesas pessoais do irmão de Lula, Frei Chico (leia análise do Jornal GGN sobre as “nebulosidades” da denúncia).

Essa semana, a jornalista Helena Chagas antecipou que, em caráter sigiloso, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, autorizou uma série de medidas cautelares a pedido da Procuradoria Geral da República. No Supremo, Lula é investigado por suposta tentativa de obstruir a Lava Jato.

Condução coercitiva

No dia 3 de março, aconteceu uma primeira investida da Lava Jato contra Lula, com o cumprimento de mandado de condução coercitiva para depoimento. Segundo a PF, 200 policiais federais e 30 funcionários da Receita Federal foram mobilizados na ocasião. Lula foi conduzido pela PF ao Aeroporto de Congonhas, onde prestou depoimento.

O fato desencadeou mobilizações entre movimentos de esquerda e centenas de pessoas foram ao aeroporto dar apoio a Lula. Mais tarde, Lula concedeu uma entrevista coletiva à TVT em que denunciou a arbitrariedade a que foi submetido e que inflamou a militância.



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