Detido por PF de Alexandre de Moraes por terrorismo tem morte cerebral na cadeia

Valdir Pereira da Rocha foi espancado na cadeia pública da Várzea Grande e teve morte cerebral. Ele fazia parte do grupo de pessoas presas que teriam se batizado no Estado Islâmico.

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Valdir Pereira da Rocha foi espancado na cadeia pública da Várzea Grande e teve morte cerebral. Ele fazia parte do grupo de pessoas presas sob acusação de terem se batizado no Estado Islâmico

Por Matheus Moreira

Valdir Pereira da Rocha tinha 36 anos e havia sido preso antes dos Jogos Olímpicos do Rio pela Operação Hashtag da Policia Federal, sob o comando do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Ele chegou a ser solto, mas um juiz do Mato Grosso emitiu ordem de regressão por outro crime pelo qual Rocha teria sido condenado.

No dia 13 deste mês, Rocha foi transferido para a Cadeia Pública da Várzea Grande e, no dia seguinte (14), por volta do meio dia, foi espancado por outros presos dentro da cela. Teve morte cerebral. A Secretaria de Justiça e Direitos humanos afirma que a agressão foi contida pelos agentes penitenciários, não evitando, entretanto, a morte de Valdir Rocha.

A Secretaria investigará, agora, se o ataque a Valdir foi promovido apenas pelos detentos com os quais ele dividia cela ou se outros detentos tiveram sua entrada na cela facilitada de alguma maneira.

Valdir foi preso pela Polícia Federal junto com outras 11 pessoas. Na ocasião, o ministro da Justiça apontou que a célula era “amadora” e as próprias provas utilizadas para prender preventivamente o grupo mostravam que não havia qualquer ligação entre os membros e o Estado Islâmico, salvo uma foto que teve seu contexto distorcido pela Revista veja.

Em jogo midiático para mostrar serviço, de seu ministério e do presidente empossado, então interino, Michel Temer, Moraes convocou coletiva de imprensa para paradoxalmente afirmar que pessoas que planejavam atos terroristas haviam sido presas graças ao serviço de inteligência mas que essas pessoas não ofereciam risco real, o que gerou especulação sobre a necessidade de se promover uma ação deste porte, com tantos recursos públicos para prender pessoas que sequer o serviço de inteligência considerava perigosas.

Alexandre de Moraes ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Foto: A2img / Edson Lopes Jr.



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