PF confirma: Enem vazou. E agora, Mendonça?

Em relatório da PF enviado ao Ministério Público Federal, a PF apontou o cometimento de crime de estelionato qualificado e disse que ao menos duas pessoas foram beneficiadas com o vazamento da prova antes de...

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Em relatório da PF enviado ao Ministério Público Federal, a PF apontou o cometimento de crime de estelionato qualificado e disse que ao menos duas pessoas foram beneficiadas com o vazamento da prova antes de sua aplicação.

Por Brasil 247

Mergulhado em escândalos de corrupção e à frente da maior recessão da história do País, o governo de Michel Temer tem agora mais um problema pela frente. A Polícia Federal confirmou, nesta quinta-feira 1º, que as provas do primeiro Enem conduzido pelo ministro da Educação de Temer, Mendonça Filho, vazaram.

Em relatório da PF enviado ao Ministério Público Federal, a PF apontou o cometimento de crime de estelionato qualificado e disse que ao menos duas pessoas foram beneficiadas com o vazamento da prova antes de sua aplicação.

No dia 6 de novembro, segundo dia de prova do Enem, candidatos foram presos em operação da PF no Ceará e no Amapá. Eles sabiam antecipadamente o tema da redação – Intolerância religiosa -, que foi aplicada a quase seis milhões de candidatos em todo o País.

“Uma quadrilha organizada nacionalmente teve acesso antecipado às provas. Isso compromete a lisura do exame e a própria credibilidade da logística de segurança que vem sendo aplicada”, afirmou o procurador da República Oscar Costa Filho, em nota.

Ele informou que a íntegra do relatório e peças do inquérito serão anexadas ao recurso do MPF que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (PE).

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

Polícia Federal constata vazamento do Enem 2016, diz MPF

Mariana Tokarnia – O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE), informou que recebeu relatório da Polícia Federal (PF) que constata que as provas do primeiro e do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além da prova da redação, vazaram para pelo menos dois candidatos entes do início da aplicação do exame.

O Enem foi aplicado nos dias 5 e 6 de novembro para 5,8 milhões de candidatos em todo o país.

Em nota, o MPF diz que – em trecho do relatório – a PF destaca que, após a análise de celulares apreendidos durante operações nos dias do exame, concluiu-se que os candidatos receberam fotografias das provas e tiveram acesso aos gabaritos e ao tema da redação antes do início do exame.

Os estudantes tiveram acesso à “frase-código” da prova rosa, o que permitia que candidatos que deveriam fazer provas diferentes da rosa pudessem preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito transmitido pela quadrilha, não importando a cor da prova que o candidato tenha recebido no exame, já que a frase-código é o que legitima a correção conforme a cor referente à frase.
Candidatos presos em Minas Gerais e no Maranhão

Os dois candidatos foram presos, um em Minas Gerais e outro no Maranhão. Ambos receberam exatamente as mesmas fotografias com gabaritos das provas, porém, de intermediários diferentes, “deixando claro que a origem do vazamento é a mesma”.

Quanto à prova de redação, a perícia da PF identificou que os candidatos presos iniciaram pesquisas no Google sobre o tema da redação a partir de 9h38 do dia 6 de novembro, indicando que tiveram acesso ao tema antes do início da aplicação das provas.

O procurador da República, Oscar Costa Filho, do MPF/CE, disse que a íntegra do relatório e peças do inquérito serão anexadas ao recurso do MPF que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (PE). Em novembro, o procurador ingressou com ação na Justiça Federal pedindo que fosse anulada a prova de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).



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