Cerco a Lula aumenta com denúncia na Operação Zelotes

A assessoria de imprensa do Instituto Lula alega que “há um processo de multiplicação de procedimentos legais com a tentativa de inviabilizar sua candidatura em 2018” e que o “ex-presidente sempre agiu dentro da lei”. Por...

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A assessoria de imprensa do Instituto Lula alega que “há um processo de multiplicação de procedimentos legais com a tentativa de inviabilizar sua candidatura em 2018” e que o “ex-presidente sempre agiu dentro da lei”.

Por Victor Labaki

O Ministério Público Federal em Brasília informou nesta sexta-feira (9) que denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Zelotes. Também foram alvos da denúncia o filho do ex-presidente, Luis Cláudio Lula da Silva, além do casal de Mauro Marcondes e Cristina Mautoni.

Todos foram acusados de “negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória 627’.

A assessoria de imprensa do Instituto Lula alega que “há um processo de multiplicação de procedimentos legais com a tentativa de inviabilizar sua candidatura em 2018” e que o “ex-presidente sempre agiu dentro da lei”.

“Existe um processo de multiplicação de procedimentos legais com a tentativa de inviabilizar a candidatura dele em 2018. Os Advogados devem tomar o conhecimento da denúncia porque foi divulgado para a imprensa antes deles terem ciência. O ex-presidente sempre agiu dentro da lei, como aliás foi comprovado pelos depoimentos das testemunhas de duas denúncias que já tiveram depoimento, no caso de obstrução de justiça e o caso da investigação em Curitiba em que não se apresentaram nenhuma prova contra ele e entendemos isso como prática de Lawfare, que é perseguição política por meio jurídico, para inviabilizar a candidatura dele em 2018″, afirmam.

Segundo a nota da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República, os supostos crimes foram praticados entre 2013 e 2015, quando Lula não era mais presidente.

“Integrou um esquema que vendia a promessa de que ele poderia interferir junto ao governo para beneficiar as empresas MMC, grupo Caoa e SAAB, clientes da empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia LTDA (M&M). Em troca, Mauro e Cristina, donos da M&M, repassaram a Luís Cláudio pouco mais de R$ 2,5 milhões”, escreveram.

Esta já é a quarta denúncia criminal contra Lula.



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