Responsável por fiscalizar contas no Rio é acusado de pedir propina

E não é a primeira vez que o nome de Jonas Lopes, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, aparece em rolos semelhantes. Em janeiro deste ano conseguiu se safar de denúncia de que teria garfado uma grana para aprovar...

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E não é a primeira vez que o nome de Jonas Lopes, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, aparece em rolos semelhantes. Em janeiro deste ano conseguiu se safar de denúncia de que teria garfado uma grana para aprovar obras do Maracanã.

Da Redação

Depois de ter, em janeiro deste ano, ação de corrupção passiva julgada improcedente por unanimidade pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho Júnior, é citado novamente, desta vez em delação do ex-diretor de Contratos da Odebrecht Leandro Azevedo.

De acordo com o delator, o atual presidente do TCE-RJ – órgão encarregado de fiscalizar os gastos do governo do Estado do Rio, pediu dinheiro para aprovar o edital de concessão do estádio do Maracanã e o relatório de contas da linha 4 do metrô do Rio.

Em um dos trechos do acordo assinado com o Ministério Público Federal, Leandro Azevedo diz que, em 2013, Wilson Carlos, então secretário de Governo de Sérgio Cabral mandou um recado à empreiteira dizendo que o edital de concessão do estádio do Maracanã já tinha sido enviado ao Tribunal de Contas do Estado e que a empresa deveria procurar o presidente do TCE, Jonas Lopes.

Leandro Azevedo conta que procurou Jonas Lopes e acertou o pagamento de R$ 4 milhões em quatro parcelas de R$ 1 milhão, que seriam pagas de seis em seis meses. Ele diz que quando esteve com Jonas Lopes, o presidente do TCE já sabia qual era o valor que tinha sido acertado.

O ex-diretor da Odebrecht afirma que a “contrapartida era absolutamente clara”. Em troca do pagamento, o TCE aprovaria o edital da concessão do Maracanã.

Segundo o acordo de delação, este não foi o único episódio envolvendo o presidente do TCE do Rio. Leandro Azevedo conta que, no início de 2014, Jonas Lopes procurou executivos de empreiteiras para pedir propina em troca da aprovação das contas das obras da linha 4 do Metrô do Rio.

Leandro Azevedo diz que Jonas Lopes pediu propina a executivos das três empreiteiras do consórcio responsável pela linha: Queiroz Galvão, Odebrecht e Carioca Engenharia. De acordo com ele, o presidente do TCE argumentou que o contrato do metrô era muito complexo e que se quisessem aprová-lo teriam que pagar 1% do seu valor.

Já não é a primeira vez

Em janeiro deste ano, Jonas Lopes, teve uma denúncia de improbidade julgada improcedente por unanimidade pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. O ministério público pedia condenação por corrupção passiva e perda de cargo. A barafunda se referia à Operação Pasárgada. Os réus eram acusados de montar um esquema de venda de liminares e sentenças para a liberação indevida do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a prefeituras mineiras em débito com o Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro



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