Temer é citado mais uma vez em delação da Odebrecht

Segundo executivo da empresa Márcio Faria da Silva, presidente participou de reunião junto com Eduardo Cunha para articular repasses de recursos

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Segundo executivo da empresa Márcio Faria da Silva, presidente participou de reunião junto com Eduardo Cunha para articular repasses de recursos

Da Redação | Foto: Reprodução/Facebook

O presidente Michel Temer foi citado pela segunda vez em delação da Odebrecht, na Operação Lava Jato. Desta vez, o executivo da construtora Márcio Faria da Silva afirmou à Procuradoria-Geral da República que operacionalizou o repasse de recursos a pedido de Temer e do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com a Folha de S. Paulo, o executivo disse que houve um encontro dos três no escritório de Temer em São Paulo, em 2010, que também contou com a presença de João Augusto Henriques, apontado como um dos lobistas, coletor de propinas, do PMDB na Petrobras.

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O Palácio do Planalto confirmou que houve a reunião e que ela durou cerca de 20 minutos. Mas Temer jogou a conta para Eduardo Cunha, preso há quase três meses em Curitiba. “Se, depois da conversa de apresentação do empresário com Temer, Eduardo Cunha realizou qualquer acerto ou negociou valores para campanha, a responsabilidade é do próprio Eduardo Cunha”, afirmou a assessoria de Temer ao jornal.

Márcio Faria da Silva é um dos 77 delatores da Odebrecht. Trabalhou na empresa desde 1978, tendo participado de grandes obras da Petrobras, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e as refinarias de Abreu e Lima, Araucária e São José dos Campos.

Segundo reportagem da Veja, um de seus principais contatos na estatal era Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento, que teria dito à “força-tarefa” da Lava Jato que negociou o repasse de propinas com Márcio Faria da Silva.

Silva foi o segundo executivo da Odebrecht a citar Temer em delações da Lava Jato. Na última semana, o nome do presidente apareceu 43 vezes na delação de Cláudio Melo Filho. Ele afirmou que em um jantar, em maio de 2014, Temer teria pedido uma ajuda financeira de 10 milhões de reais para campanhas de seu partido, dos quais 6 milhões teriam sido reservados para Paulo Skaf, então candidato do PMDB ao governo de São Paulo, e 4 milhões, para Eliseu Padilha, hoje chefe da Casa Civil.



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