É propina demais pra pouco lucro

Jornalista Luís Costa Pinto desconfia dos números das propinas apresentados pelas empreiteiras Odebrecht e Braskem em acordo de leniência com as justiças brasileira, americana e suíça. De acordo com ele, há um grande complô contra essas empresas. “nunca antes na História do mundo um...

1136 0

Jornalista desconfia dos números das propinas apresentados pelas empreiteiras Odebrecht e Braskem em acordo de leniência com as justiças brasileira, americana e suíça. De acordo com ele, há um grande complô contra essas empresas. “nunca antes na História do mundo um grupo de empresas de fora do G7 vinha conquistando tanto mercado quanto as empreiteiras de bandeira brasileira”.

Da Redação com informações do Facebook de Luís Costa Pinto

 

De forma direta e reta, o Jornalista Luís Costa Pinto levanta uma lebre que pode vir a desmascarar um grande complô contra empresas brasileiras de infraestrutura. A razão do exagero? Simples. De acordo com o jornalista, “nunca antes na História do mundo um grupo de empresas de fora do G7 vinha conquistando tanto mercado quanto as empreiteiras de bandeira brasileira”.

O fato é que não há negócio que se sustente pagando mais de 20% de propina. E é ai que mora o problema. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) alega que as empresas Odebrecht e Braskem admitiram em acordo de leniência ter repassado cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,3 bilhões, em cotação atual) em propina a autoridades, políticos, partidos e empresas no Brasil e em outros 11 países da América Latina e da África.

Só a Odebrecht teria pago R$ 2,6 bilhões em propina para receber R$ 12 bilhões em obras. Qualquer dono de botequim sabe que esta conta não fecha. É muita propina pra pouco lucro. Veja abaixo o comentário completo feito pelo jornalista sobre matéria do Globo.

 

“Quem pôs esse jabuti em cima da árvore? Tem coelho nesse mato: não faz sentido alguém pagar R$ 2,6 bilhões em propina para receber R$ 12 bilhões em obras. Mais de 20% de propina?!? Nem traficante viciado queima assim o próprio patrimônio. Essa informação, montada e vazada nos EUA, reforça a tese de que há um grande complô contra as empresas brasileiras de infraestrutura porque nunca antes na História do mundo um grupo de empresas de fora do G7 vinha conquistando tanto mercado quanto as empreiteiras de bandeira brasileira. Sei não… eu, se estivesse do outro lado do balcão de informações, desconfiaria muito antes de publicar para não deixar o joio chegar às páginas. Pagar 2,6 de propina para ganhar 12 bruto é conta que não fecha.”



No artigo

x