No enredo do golpe, Petrobrás começa a entregar o pré-sal

O enredo do golpe começa a chegar, mais rápido do que se esperava, ao seu ciclo econômico. A dilapidação do patrimônio nacional tem o seu início, é claro, pela Petrobras. A estatal mais achincalhada dos últimos anos começa a ir pro vinagre, como diziam...

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O enredo do golpe começa a chegar, mais rápido do que se esperava, ao seu ciclo econômico. A dilapidação do patrimônio nacional tem o seu início, é claro, pela Petrobras. A estatal mais achincalhada dos últimos anos começa a ir pro vinagre, como diziam nossos avós, mesmo contra medida cautelar do Tribunal de Contas da União.

Da Redação

Mesmo contra determinação do Tribunal de Contas da União, que suspendeu cautelarmente no início do mês a assinatura de contratos de venda de ativos e empresas da Petrobras, a petroleira francesa Total acaba de abocanhar por US$ 2,2 bilhões parte dos campos de Iara e Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos. No acordão vão junto também duas usinas térmicas, com compartilhamento de infraestrutura do terminal de regaseificação, na Bahia

A venda vem com jeitão de troca. A transação prevê ainda a opção de a Petrobras assumir 20 por cento de participação no bloco 2 da área de Perdido Foldbelt no setor mexicano do Golfo do México, adquiridos pela Total em parceria com a Exxon, na rodada de licenciamento promovida pelo governo do México no início do mês.

Na área de Iara, a Total vai ficar com 22,5%. no caso de Lapa, a francesa ficará com 35%. No exterior, a Total pode ficar com 20% do campo de Perdido.

Recorrer até a última instância

Além da decisão do TCU, que bloqueia algumas vendas de ativos, a empresa ainda enfrenta ações judiciais que estão bloqueando processos de desinvestimentos importantes, como a venda de fatia na BR Distribuidora, cujo desenvolvimento deveria ocorrer durante 2017.

Na véspera, a Justiça Federal rejeitou, em segunda instância, recurso da Petrobras e manteve a suspensão do processo de venda dos campos de Baúna e Tartaruga Verde para a australiana Karoon, noutra decisão que ameaça o plano de desinvestimentos da estatal.

Sobre isso, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, deixou claro a disposição do governo: “Nós vamos recorrer até conseguir convencer ou tentar fazer prevalecer nosso ponto de vista e, uma coisa vocês podem ter certeza, nós não vamos parar, nós não vamos sossegar, nós não vamos deixar de tentar até a última instância”.



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