Advogado de Lula desabafa contra agressões no Facebook e responsabiliza Moro

Cristiano Zanin Martins lembrou que o juiz federal permitiu que o ex-presidente e seus advogados fossem ofendidos em uma audiência: "Tudo gravado e preparado para ser exibido no Jornal Nacional".

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Cristiano Zanin Martins lembrou que o juiz federal permitiu que o ex-presidente e seus advogados fossem ofendidos em uma audiência: “Tudo gravado e preparado para ser exibido no Jornal Nacional”

Por Redação

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, postou ontem (29), em seu perfil no Facebook, um texto sobre as agressões e mensagens de ódio que tem recebido recentemente. Ele criticou a intolerância que está sendo disseminada no país, até mesmo por parte daqueles que deveriam dar exemplo de civilidade.

Sem citar nomes, Martins lembrou fatos ocorridos durante audiências com o juiz federal Sérgio Moro. Em uma delas, o magistrado permitiu que uma testemunha se exaltasse e xingasse os advogados do petista. Em outra ocasião, o próprio Moro chegou a gritar com um dos defensores de Lula.

Leia o relato a seguir.

É claro que a pessoa que escreveu a mensagem abaixo mensagem sabe que está cometendo um crime. Mas acha que por estar escrevendo no “Messenger” está imune às leis. Infelizmente isso acontece com muita frequência. Manifestações de racismo também ocorrem – geralmente – dessa forma.

Mas o exemplo negativo também vem de pessoas que exercem relevantes cargos públicos. Por exemplo: recentemente um juiz permitiu que uma “testemunha” chamasse a parte e seu advogado de “lixo” e depois chegou a pedir “desculpas” a ela – sabe-se lá o motivo.

Tudo gravado e preparado para ser exibido no “Jornal Nacional”. Não bastasse, depois de achar que nada estava sendo registrado, passou a agir de forma desrespeitosa e incompatível com o cargo. Que País desejamos? Esse, do ódio e da intolerância, estimulados até mesmo pelas autoridades? Ou um País em que a tolerância e a diversidade sempre andaram juntas?

Espero que a “doença” da intolerância não se torne crônica e seja superada nesse novo ano que em breve se iniciará! E que as preferências e divergências políticas não sejam resolvidas pelos tribunais, mas, sim, pelo povo, como diz a Constituição Federal.

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