Mais 33 presos são mortos, agora em Roraima. Governo acuado não dá respostas

Ao menos 33 presos foram encontrados mortos na madrugada desta sexta-feira (06) na penitenciária agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista. Novo massacre ocorreu quatro dias após as rebeliões em Manaus que terminaram com 60 mortos e menos de 24 horas...

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Ao menos 33 presos foram encontrados mortos na madrugada desta sexta-feira (06) na penitenciária agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista. Novo massacre ocorreu quatro dias após as rebeliões em Manaus que terminaram com 60 mortos e menos de 24 horas depois do presidente Michel Temer chamar o caso de “acidente” e requentar um pacote de medidas que já estavam previstas no orçamento como se fossem emergenciais.

Da Redação

Ao menos 33 presos foram encontrados mortos na madrugada desta sexta-feira (06) na penitenciária agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista. De acordo com informações do governo de Roraima, o caso aconteceu em torno das 2h30 (4h30) horário de Brasília. O caso parece ser orquestrado por briga de facções dentro dos presídios brasileiros e coloca o governo contra a parede.

O novo massacre ocorreu quatro dias após as rebeliões em Manaus que terminaram com 60 mortos e menos de 24 horas depois do presidente Michel Temer chamar o caso de “acidente”. Acontecem também logo após Temer requentar um pacote de medidas que já estavam previstas no orçamento como se fossem emergenciais e que resolvem apenas 0,4% do déficit de vagas em presídios.

O governo de Roraima diz que desta vez não houve rebelião e que as mortes ocorreram em decorrência de uma briga entre as facções. O tumulto envolveu presos da facção Família do Norte ligada ao Comando Vermelho e do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) de Roraima, havia 1.475 presos na unidade no momento dos crimes –a capacidade é para 750 detentos. Do total, mais da metade (898) é de presos provisórios, ou seja, à espera de julgamento. Outros 458 detentos estavam no regime fechado, e cem, no semiaberto.

Às 9h30 (horário de Brasília), equipes do Bope (força especial da Polícia Militar em Roraima) e do GIT (Grupo de Intervenção Tática) estavam dentro do presídio para “realocação dos internos e conferindo a real situação”, segundo a assessoria da Sejuc.

Mortes recorrentes

Em outubro de 2016, vinte e cinco presos foram mortos no mesmo presídio em decorrência de rebelião. Cerca de 100 familiares de presos foram feitos reféns, mas liberadas após intervenção da Polícia Militar.

O confronto entre as facções começou durante o horário de visitas quando homens de uma das alas quebraram os cadeados e invadiram outra ala do presídio. De acordo com a Polícia Militar, entre os mortos, sete foram decapitados e seis foram queimados.

Foto: Google Maps

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