Para secretário de juventude de Temer “Tinha que fazer uma chacina por semana”

O “menino de Temer”, que recebe quase R$ 14 mil por mês, soltou várias outras pérolas como: "Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato". De acordo com Jorge Bastos Moreno, Temer examina exonerar o secretário.

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O “menino de Temer”, que recebe quase R$ 14 mil por mês, soltou várias outras pérolas como: “Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato”. De acordo com Jorge Bastos Moreno, Temer examina exonerar o secretário.

Da Redação com informações de O Globo

Secretário nacional de Juventude de Temer, Bruno Júlio, ao comentar os massacres ocorridos em presídios de Manaus e Roraima, diz ao jornalista Ilimar Franco, de O Globo, que deveria haver uma chacina por semana. “Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, não é? Sou meio coxinha. Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana.”

Filho do ex-deputado federal Cabo Júlio (PMDB) que, atualmente, ocupa uma cadeira de deputado na Assembleia Legislativa de Minas, “o menino do Temer”, licenciado da juventude do PMDB, recebe pelo cargo que ocupa na Secretaria da Juventude, que é vinculada à Secretaria de Governo, o salário de R$ 13.974,20.

As pérolas de Bruno não pararam por ai. Acusado de espancar a mulher e assédio sexual de uma funcionária (veja abaixo), o garoto disse ainda que: “Os santinhos que estavam lá dentro que estupraram, mataram [chamam de] ‘coitadinho’, ‘ai, meu Deus, eles não fizeram nada’, ‘foram [mortos] injustamente’… Para, gente!”.

Como se não bastasse, o secretário disse: “Isso que me deixa triste. Olha a repercussão que esse negócio do presídio teve e ninguém está se importando com as meninas que foram mortas em Campinas. Os que não têm nada a ver com nada que se explodam?”.

A conversa digna de botequim encerrou com a frase preferida e mais gasta de Bruno e sua turma: “Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato.”

De acordo com o colunista de ‘O Globo’ Jorge Bastos Moreno, o presidente Michel Temer examina exonerar o secretário.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não vai comentar a fala do secretário. Já a Secretaria de Governo, a quem Bruno Júlio é subordinado, ainda não se manifestou.

Agressão à mulher

Bruno Júlio é investigado por agredir a mulher em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Civil mineira, em outras duas investigações, ele foi acusado de lesão corporal pela ex-mulher e de assédio sexual por uma funcionária.

A denúncia de agressão foi feita pela companheira do secretário em abril do ano passado na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher, em Belo Horizonte.

Segundo a polícia, a vítima relatou que Bruno Júlio a puxou pelo cabelo e deu tapas em seu rosto. A investigação, coordenada pela delegada Ana Paula Balbino, ainda não foi concluída.

Outros inquéritos

Em outro caso, registrado como lesão corporal, Bruno Júlio é suspeito de agredir com socos, tapas, chutes e puxões de cabelo a mulher com quem tinha uma união estável em março de 2014. À época, ela ainda relatou à polícia que foi ameaçada com uma faca porque o então companheiro não aceitava o fim do relacionamento.

Na ocasião, por meio de nota, ele confirmou que teve um relacionamento com a mulher, com quem teve uma filha.

O secretário informou ainda que a criança está sob sua guarda, o que, segundo ele, demonstra “ser prova mais do que suficiente da solidez do relacionamento” que tem com a ex-companheira. Bruno Júlio destacou ainda que sua “relação familiar sempre se pautou pelo respeito e confiança”.

Em novembro de 2015, o secretário foi acusado de assédio sexual por uma funcionária. Na denúncia, a mulher contou que era ameaçada de demissão caso não saísse com ele.

A vítima disse à polícia que era perturbada e constrangida pelo patrão com elogios e convites para acompanhá-lo em viagens. De acordo com a polícia, ela entregou à delegada mensagens das ameaças enviadas por celular pelo secretário.

Ainda em nota, Bruno Santos afirmou que a acusação de assédio é frágil e que a denúncia somente ocorreu depois do comunicado da exoneração à funcionária. “Não passou de retaliação”, afirmou o secretário. Na nota, o secretário não se posicionou sobre a investigação em andamento.

Foto: Reprodução Facebook

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