PM leva 14 horas para entrar em presídio e controlar rebelião no RN; ao menos 10 foram mortos

Há, inclusive, relatos de que cabeças decapitadas estariam sendo jogadas no pátio da Penitenciária de Alcaçuz; áudios de celulares de presos indicam que número de óbitos pode ter passado de 20 Por Francisco Julio Xavier,...

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Há, inclusive, relatos de que cabeças decapitadas estariam sendo jogadas no pátio da Penitenciária de Alcaçuz; áudios de celulares de presos indicam que número de óbitos pode ter passado de 20

Por Francisco Julio Xavier, colaborador da Rede Fórum

Os massacres no sistema prisional no país tiveram mais um endereço neste sábado (14). Desta vez, aconteceu no presídio de Alcaçuz, localizado no município de Nísia Floresta, na região Metropolitana de Natal, Rio Grande do Norte, após rebelião dos detentos.

Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança do Estado, Caio César Marques Bezerra, divulgou o número de dez mortos no massacre.

Momentos depois, um áudio vazado de dentro do presídio desmentiu o secretário, afirmando que a quantidade de óbitos pode ultrapassar 20.

Segundo informações apuradas pelo Novo Jornal, a rebelião teve início no Pavilhão 5, no qual os presos têm ligação com o PCC- Primeiro Comando da Capital. Integrantes da facção teriam se dirigido ao Pavilhão 3, que tem mais de 400 presos que não são ligados ao crime organizado.

Presos desses dois pavilhões teriam atacado os internos que fazem parte do Sindicato do Crime do RN, facção que está reclusa no Pavilhão 4.

Logo começaram os boatos de que alguns presos teriam fugido, o que amedrontou os moradores da região, havendo conflito entre familiares, que atearam fogo em objetos nas imediações do presídio, enquanto esperam pela confirmação das vítimas.

Vídeos foram divulgados em grupos de aplicativos de mensagens, com imagens de presos decapitados.

A Secretária de Segurança do Estado não confirmou o número de fugas até o momento.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, por sua vez, emitiu nota afirmando que “lamenta” o episódio no Rio Grande do Norte e que “agradece, em nome do presidente Michel Temer, o empenho das forças policiais que atuaram em defesa da sociedade”.



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