Mulheres opinam sobre inauguração do “vagão rosa” no metrô do Recife

Vagão exclusivo para mulheres foi implementado na capital pernambucana nessa semana para evitar casos de assédio.

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Vagão exclusivo para mulheres foi implementado na capital pernambucana nessa semana para evitar casos de assédio

Por Pedro de Paula, colaborador da

Na última segunda-feira (16) começou a operar o “vagão rosa” do metrô do Recife (PE), que funciona exclusivamente para mulheres, de segunda a sexta-feira (exceto feriados) de 6:00 às 8:30 e de 16:30 às 19:30. A iniciativa passará por um período de teste durante 15 dias na linha Centro, entre as estações de Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes.

Em média, serão transportadas 250 a 300 mulheres no vagão, demarcado inicialmente apenas por adesivos cor-de-rosa nas portas. A ação já acontece em países como Egito, Índia, Irã, Indonésia, Filipinas, México, Malásia, Dubai e em cidades brasileiras como Rio de Janeiro e São Paulo.

O objetivo é coibir casos de assédio sexual. De maneira geral, são países considerados machistas os que adotaram esse tipo de política. O assunto gera controvérsias. Há quem afirme que, além de não resolver o problema, o “vagão rosa” reforça a opressão e incentiva a segregação das mulheres.

Os vagões são protegidos por seguranças do metrô, proibindo o acesso de homens nos horários de atendimento. Para a ceramista Daniela Nascimento, de 29 anos, a proposta é válida. Ela defende que o direito seja garantido também para as mulheres transexuais, que são vítimas constantes de violência.

No entanto, a jovem reivindica que outras ações sejam feitas para evitar a discriminação e as altas taxas de feminicídios no país. “Quero poder ir e vir com igualdade e sem violência. Apenas isto. Não estou pedindo muito”, concluiu. A publicitária Sara Fernandes, de 27 anos, concorda. “É para o bem de nós, mulheres”.

Foto: Pedro de Paula



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