Dono de jato que caiu com Eduardo Campos fecha acordo de delação

Depoimento de João Carlos Lyra, que se apresentou formalmente como o único comprador da aeronave, poderá implodir parte da cúpula do PSB, uma vez que tem o potencial de alcançar governadores, senadores, deputados e prefeitos.

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Depoimento de João Carlos Lyra, que se apresentou formalmente como o único comprador da aeronave, poderá implodir parte da cúpula do PSB, uma vez que tem o potencial de alcançar governadores, senadores, deputados e prefeitos

Por Brasil 247

O empresário João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, apontado como operador de propinas do PSB e de campanhas políticas do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) – falecido em um acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014 – firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) dentro do escopo da investigação da Operação Turbulência. O depoimento de Lyra, que se apresentou formalmente como o único comprador da aeronave, poderá implodir parte da cúpula do PSB uma vez que tem o potencial de alcançar governadores, senadores, deputados e prefeitos.

Além de Lyra, os empresários Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira também fizeram acordos de delação com o MPF. Os três foram investigados em função do arrendamento do avião Cessna Citation PR-AFA que caiu em Santos (SP) e matou Campos e todas as demais pessoas que viajavam na aeronave. Ao investigar a propriedade do avião, os investigadores chegaram a uma rede de empresas de fachada que eram empregadas para lavar dinheiro de origem ilícita.

O dinheiro seria originário de desvios e corrupção em contratos da Petrobras e de obras públicas, como a transposição do Rio São Francisco, por meio de empreiteiras como Camargo Corrêa e OAS. Parte dos resultados das investigações foi repassada para os investigadores que atuam na Operação Lava Jato.



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