Dória enfrenta protestos e vaias em seu primeiro aniversário de Sampa

No primeiro aniversário da cidade de São Paulo sob sua gestão, o prefeito João Doria (PSDB) enfrentou vaias de manifestantes que o aguardavam na Praça da Sé, diante da Catedral, onde é realizado o tradicional ato ecumênico em homenagem à cidade, que este ano...

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No primeiro aniversário da cidade de São Paulo sob sua gestão, o prefeito João Doria (PSDB) enfrentou vaias de manifestantes que o aguardavam na Praça da Sé, diante da Catedral, onde é realizado o tradicional ato ecumênico em homenagem à cidade, que este ano completa 463 anos.

Da redação com Informações da Rede Brasil Atual

No primeiro aniversário da cidade de São Paulo sob sua gestão, o prefeito João Doria (PSDB) enfrentou vaias de manifestantes que o aguardavam na Praça da Sé, diante da Catedral, onde é realizado o tradicional ato ecumênico em homenagem à cidade, que este ano completa 463 anos.

Convocado pela Central dos Movimentos Populares (CMP), esta primeira manifestação dirigida diretamente contra a gestão Doria, reúne 3 mil pessoas entre integrantes de coletivos de luta por moradia, do movimento de mulheres, das periferias e em defesa dos moradores de rua.

Para os manifestantes, a chamada operação Cidade Linda não visa apenas à limpeza urbana, mas sobretudo social, com medidas de higienização, perseguição e expulsão das populações mais pobres. É o caso do decreto de Doria, do início desta semana, que retirou o veto à remoção de cobertores de moradores de rua pela guarda civil – medida que levou servidores da coordenação de políticas para a população de rua, em desacordo com a medida, a pedirem exoneração.

Outro presente de Doria à cidade, que ele está pintando de cinza, é o aumento dos limites de velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros. Ontem, a desembargadora Flora Maria Nesi Tossi Silva, da 13ª Câmara de Direito Público, derrubou liminar obtida pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) que mantinha os limites baixados durante a gestão de Fernando Haddad (PT).

À reportagem da Rádio Brasil Atual, a coordenadora da Marcha Mundial de Mulheres em São Paulo, Sonia Coelho, disse que o momento não é de comemoração, mas de luta. “Nós não podemos dar sossego para esse governo que começou desmontando a secretaria de políticas para as mulheres e impondo retrocessos.”

 



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