Por “ofensa rasteira”, bancada do PT na Câmara de SP anuncia que não participará de reuniões com Doria

Os vereadores petistas resolveram boicotar as reuniões mensais com o prefeito, cuja primeira abriu os trabalhos legislativos nesta quinta-feira (1), até que ele se retrate publicamente pelas ocasiões em que ofendeu o ex-presidente Lula...

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Os vereadores petistas resolveram boicotar as reuniões mensais com o prefeito, cuja primeira abriu os trabalhos legislativos nesta quinta-feira (1), até que ele se retrate publicamente pelas ocasiões em que ofendeu o ex-presidente Lula gratuitamente, o chamando de “maior cara de pau do Brasil”. “A ofensa cometida foi a todos os parlamentares e filiados do PT”, disse Suplicy

Por Redação

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Reprodução

A liderança do PT na Câmara Municipal de São Paulo anunciou, na noite desta terça-feira (31), que não participaria das reuniões mensais que o prefeito João Doria (PSDB) faria com os vereadores mensalmente até que o tucano se retrate publicamente pelas ofensas dirigidas ao ex-presidente Lula. A primeira reunião entre prefeito e vereadores estava marcada para esta quarta-feira (1), na abertura de 2017 dos trabalhos legislativos.

O anúncio da não participação da bancada petista nas reuniões foi feito através de uma carta endereçada ao presidente da Câmara, o vereador Milton Leite (DEM). No documento, assinado pelo líder do PT, Antonio Donato, os parlamentares afirmam que “toda relação política, mesmo entre adversários, deve se pautar pelo respeito mútuo”, e chama a atenção para o fato de que Doria, ao chamar Lula de “o maior cara de pau do Brasil” em duas ocasiões, ao plantar uma muda de pau-brasil, descumpriu uma promessa de seu discurso de posse: que governaria para todos, para os que o elegeram e para os que não votaram nele.

“A ofensa cometida foi a todos os parlamentares e filiados do PT”, comentou, pelo seu Facebook, o vereador Eduardo Suplicy.

Outro ponto que chama a atenção na carta é o que os vereadores petistas destacam a incoerência do prefeito que se diz “gestor”.

“Fez de um ato de gestão um espetáculo de má política”, escreveram.

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