Candidato à presidência da Câmara, Rodrigo Maia é citado em delação da Odebrecht

Eleição para o cargo acontece nesta quinta-feira (2). Além de Maia, outros sete ex-presidentes da Casa já tiveram seus nomes na Operação Lava Jato

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Eleição para o cargo acontece nesta quinta-feira (2). Além de Maia, outros sete ex-presidentes da Casa já tiveram seus nomes na Operação Lava Jato

Da Redação*

rodrigo maia
Luis Macedo/Agência Câmara

A Câmara dos Deputados realiza sessão nesta quinta-feira (2) para eleger a nova presidência da Casa. Disputam o cargo Jovair Arantes (PTB-GO); Luiza Erundina (Psol-SP); Júlio Delgado (PSB-MG); Andre Figueiredo (PDT-CE); Jair Bolsonaro (PSC-RJ); e o atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Concorrendo à reeleição, Maia tem larga vantagem sobre os outros candidatos, conseguindo formar uma aliança parlamentar com 12 partidos em torno de seu nome. Ele está entre os oito presidentes da Casa que foram citados em delações da Lava Jato.

Maia foi acusado na delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho de ter recebido R$ 100 mil para quitar despesas de campanha. Em troca, ajudaria a aprovar uma medida provisória de interesse da empreiteira.

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (2015-2016) foi citado em diversas delações como beneficiário de propinas do esquema de corrupção na Petrobras.

Michel Temer, presidente da Casa de 1997 a 2001 e de 2009 a 2010, segundo Melo Filho, pediu ao empresário Marcelo Odebrecht, preso há mais de um ano, R$ 10 milhões para a campanha eleitoral do PMDB em 2014.

O hoje senador Aécio Neves, presidente da Câmara em 2001 e 2002, foi acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) de ter recebido propinas oriundas de contratos da estatal Furnas. O ex-presidente da Odebrecht Benedicto Júnior afirmou, em sua delação premiada à Lava Jato, que se reuniu com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para tratar de fraudes em licitação da Cidade Administrativa para favorecer grandes empreiteiras.

Marco Maia (2011-2012) também, segundo Delcídio, cobraria “pedágios” para não convocar empreiteiros e evitar investigações contra os executivos sob suspeita de participação no esquema na Petrobras.

Henrique Eduardo Alves (2013-2014) foi citado na delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, que o acusa de ter recebido R$ 1,55 milhão em doações eleitorais oriundos de propina. Aldo Rebelo (2005-2007) foi citado pelo ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) como receptor de propinas.

Há ainda o caso de Luís Eduardo Magalhães, que foi presidente da Câmara entre 1995 e 1997, vítima de um infarto no ano seguinte. Ele foi citado por Pedro Corrêa como um dos líderes do esquema de compra de votos para que a emenda da reeleição fosse aprovada em 1997. A medida beneficiou o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), eleito novamente em 1998.
*Com informações do Uol



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