Moro interroga Cunha pela primeira vez. Advogado diz que ele vai falar

Cunha fala hoje a Moro. Advogado diz que seu cliente vai falar: “Ele vai responder às questões que serão formuladas. Temos trabalhado cotidianamente o preparo das respostas às acusações que lhe foram imputadas”.

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Cunha fala hoje a Moro. Advogado diz que seu cliente vai falar: “Ele vai responder às questões que serão formuladas. Temos trabalhado cotidianamente o preparo das respostas às acusações que lhe foram imputadas”.

Da Redação com Informações da Agência Brasil

O deputado cassado Eduardo Cunha será interrogado nesta terça-feira (7/2), pela primeira vez, pelo juiz federal Sérgio Moro, no processo em que é réu na Operação Lava Jato. Cunha é acusado de receber propina no valor de R$ 5 milhões em contrato para a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. O depoimento está marcado para as 15h.

De acordo com o advogado de Cunha, Marlus Arns de Oliveira, apesar de ter o direito de ficar calado, o deputado cassado falará. “É um interrogatório em que ele não deve permanecer em silêncio. Ele vai responder às questões que serão formuladas. Temos trabalhado cotidianamente o preparo das respostas às acusações que lhe foram imputadas.”

O defensor afirma também que não há, por enquanto, previsão de delação premiada. “Não há nenhuma sinalização relativa à colaboração premiada. Não se tratou dessa questão entre cliente e advogados, tampouco se tratou dessa questão com o Ministério Público. Então, não há tratativa referente à colaboração premiada de Eduardo Cunha.”

Dizer o que sabe

No começo de fevereiro, de acordo com coluna de Mônica Bérgamo, Cunha teria manifestado medo de rebelião no presídio em que está. Ao mesmo tempo, dizia ter esperança de ser solto e que, se isto não acontecesse, poderia começar a dizer o que sabia.

O deputado cassado está preso preventivamente desde o dia 19 de outubro. De acordo com o Ministério Público Federal, a prisão preventiva se justifica porque há evidências de que Cunha tem contas no exterior que ainda não foram identificadas, o que poderia colocar em risco as investigações. Os procuradores também alegam que ele tem dupla nacionalidade – brasileira e italiana – e poderia fugir do país.

Cunha ficou na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, mas em dezembro foi transferido para o Complexo Médico Penal, na região metropolitana da capital paranaense.

O processo contra ele foi aberto pelo Supremo Tribunal Federal, mas após a cassação do mandato, ele perdeu o foro privilegiado e a ação foi encaminhada a Sérgio Moro.

Após a prisão, a defesa de Cunha negou que ele tenha praticado qualquer conduta ilegal.

 



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