Folha reclama de censura de Temer em reportagem sobre extorsão a Marcela

Palácio do Planalto entrou com uma ação para impedir que o jornal publicasse informações sobre o hacker que prometeu jogar o nome de Temer "na lama" após ter acesso a fotos íntimas e áudios do celular de Marcela.

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Palácio do Planalto entrou com uma ação para impedir que o jornal publicasse informações sobre o hacker que prometeu jogar o nome de Temer “na lama” após ter acesso a fotos íntimas e áudios do celular de Marcela

Por Redação

Nesta segunda-feira (13), a Folha de S. Paulo publicou um texto afirmando ter sido censurada por Michel Temer em uma reportagem que abordava a tentativa de extorsão sofrida pela esposa dele, Marcela, no ano passado.

Uma liminar concedida pelo juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, impediu que o jornal divulgasse informações sobre a chantagem feita por um hacker, que foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão e cumpre pena em Tremembé (SP).

Silvonei José de Jesus Souza pediu R$ 300 mil para não vazar fotos íntimas e áudios de Marcela. “Achei que esse vídeo joga o nome de vosso marido na lama quando você disse que ele tem um marqueteiro que faz a parte baixo nível. Pensei em ganhar algo com isso”, dizia a mensagem enviada a ela.

A petição que pediu a proibição das informações foi assinada pelo advogado Gustavo do Vale Rocha, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Segundo o juiz, os fundamentos apresentados pela defesa da esposa de Temer são “relevantes e amparados em prova idônea”. “A inviolabilidade da intimidade tem resguardo legal claro”, afirma o despacho.

O diretor jurídico do Grupo Folha, Orlando Molina, considera que a decisão fere a liberdade de imprensa. “Eu vejo como uma tentativa brutal de impedir a liberdade de informação”, diz. “Isso configura censura ao veículo de imprensa.” A Folha já informou que vai recorrer da decisão.

Foto: Lula Marques



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