Padilha: “Apoio político definiu Ricardo Barros na Saúde”

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou em palestra que quem definiu a nomeação do deputado Ricardo Barros (PP) como ministro da Saúde no governo foi a necessidade de apoio político. A preferência era por “ministros que são distinguidos na sua profissão em...

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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou em palestra que quem definiu a nomeação do deputado Ricardo Barros (PP) como ministro da Saúde no governo foi a necessidade de apoio político. A preferência era por “ministros que são distinguidos na sua profissão em todo Brasil”, mas Temer disse a ele que não havia alternativa. O Ricardo teria que ser o notável.

Da Redação com Informações do G1 e do Estadão

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou em palestra para funcionários da Caixa Econômica Federal, que quem definiu a nomeação do deputado Ricardo Barros (PP) como ministro da Saúde no governo foi a necessidade de apoio político. A preferência, de acordo com Padilha era por “ministros que são distinguidos na sua profissão em todo Brasil”, mas quando foi conversar com Temer sobre o assunto, ouviu que não havia alternativa.

O áudio foi publicado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Padilha afirma que o governo incialmente queria indicar apenas pessoas com reconhecimento na área de seu ministério, mas a necessidade de apoio político no Congresso fez a situação mudar.

“Lembram que quando começou a montagem do governo diziam: ‘Não, mas queremos nomear só ministros que são distinguidos na sua profissão em todo Brasil, reconhecido, os chamados notáveis”, diz Padilha.

“Aí nós ensaiamos uma conversa de convidar um médico famoso em São Paulo, até se propagou. Ele ia ser ministro da Saúde. Aí nós fomos conversar com o PP: ‘O ministério da Saúde é de vocês, mas gostaríamos de ter um ministro da saúde’. ‘Tá, o senhor nos dê um tempo para pensar e tal’. Depois eles mandaram o recado por mim: ‘Diz para o presidente que o nosso notável é o deputado Ricardo Barros’.”

O ministro conta que foi falar com o presidente Temer e disse que não havia alternativa, “porque o nosso objetivo era nisso aqui. Nosso objetivo era chegar nos 88% [de apoio no Congresso]. Até chegamos mais do que a gente imaginava, mas a gente queria ter uma base consistente. Muito bem, vamos conversar. ‘Vocês garantem todos os nomes do partido em todas as votações?’. ‘Garantimos’. ‘Então o Ricardo será o notável’”.

O ministro deu a declaração em uma palestra para funcionários da Caixa Econômica Federal. O presidente Michel Temer participou apenas da abertura do evento.

Eliseu Padilha se explica

Em nota, o ministro Eliseu Padilha afirmou que é “normal” que a base do governo seja formada com a participação no governo dos partidos que a integram.



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