No Rio, mulher é assediada e ainda leva dois socos do agressor

"Estava na Lapa quando um cara passa por detrás de mim e aperta a minha bunda. Fui tirar satisfação com ele. O infeliz desferiu um soco na minha cara", diz a bióloga

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“Estava na Lapa quando um cara passa por detrás de mim e aperta a minha bunda. Fui tirar satisfação com ele. O infeliz desferiu um soco na minha cara”, diz a bióloga

Da Redação

A bióloga Elisabeth Henschel, de 23 anos, foi agredida após ter sido assediada na Lapa, no Rio de Janeiro. Ela conta que foi a um bar tomar uma cerveja com o namorado, quando um homem passou por detrás dela e “apalpou sua bunda”. Neste momento, o namorado não estava ao seu lado. Quando ela foi reclamar, o agressor desferiu um soco. “Quando vi que ele ia avançar no meu namorado, me meti na frente e tomei outro soco”, disse.

Quando dei por mim, estava sangrando MUITO. Ficamos sem reação. Ele foi embora. Os garçons do bar só ficaram assistindo enquanto eu gritava que ninguém fazia nada. Nos dirigindo ao hospital, um garçom nos abordou e disse que o babacão tinha voltado ali pra perto, conseguimos contatar a viatura do Lapa Presente e pegar o cara. Seguimos todos em direção à delegacia (nesse tempo eu ainda sangrando muito). Fui encaminhada ao Souza Aguiar, onde fui socorrida e precisei tomar três pontos no nariz, que, por sorte, não quebrou. Voltei para a 5ª DP (Gomes Freire) e prestei depoimento, em seguida, fui fazer exame de corpo de delito. O sujeito foi autuado, agora é esperar a audiência.

Segundo Elisabeth, não foi o primeiro assédio que sofreu na noite. Ela acredita que pelo fato de estar com um body escrito “Feminist”, o assédio foi pior.

Desde o momento em que pisei fora de casa, os homens começaram seus ataques, desde olhares lascivos às gracinhas mais absurdas. Vários tentaram encostar em meu corpo sem meu consentimento. Uma situação marcante foi quando estava perto do bar do Nanam, na Praça Tiradentes, dançando com amigos, quando agachei pra descansar as pernas. Nisso meu namorado me avisa que tem um homem me fotografando. Me levanto em direção a ele e ele me pede para tirar uma foto minha, nego e disse que me fotografar sem consentimento é crime. Isso bastou para que o rapaz, de dread e barba (com aquela pinta de “cara legal”) surtasse e discutisse comigo, dizendo que o agredi e necessitando então de intervenção de outras pessoas.

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