Após polêmica em SP, filial carioca de clube judaico convida Bolsonaro para palestra

Grupo colheu quase 4.000 assinaturas contra a palestra de Bolsonaro na Hebraica de São Paulo em uma petição que ressaltava que o deputado "idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar".

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Grupo colheu quase 4.000 assinaturas contra a palestra de Bolsonaro na Hebraica de São Paulo em uma petição que ressaltava que o deputado “idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar”

Por Redação

A filial carioca do clube judaico Hebraica convidou o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para dar uma palestra. A proposta surgiu após a sede paulistana suspender um evento similar. O presidente da entidade no Rio, Luiz Mairovitch, procurou o filho do pré-candidato à presidência da República, o deputado estadual Flávio Bolsonaro, na terça-feira (1), para fazer o convite.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Mairovitch disse que a direção paulistana se precipitou em recusar a participação do político. Ele considera Bolsonaro “hoje um nome muito forte e muito querido”. “Eu mesmo tenho simpatia, sim”, afirmou.

O cineasta Silvio Tendler declarou estar envergonhado por ter frequentado o clube na infância e reagiu com indignação. “Que coisa horrorosa convidar uma pessoa que defende tortura e uma ditadura na qual morreram muitos judeus”, criticou. Para ele, a Hebraica carioca “virou um clube mixuruca, sem condição de falar em nome da comunidade”.

Um grupo chamado Judeus Progressistas irá lançar um novo manifesto contra o acolhimento de Bolsonaro em instituições que representem minorias, não apenas os judeus, como também gays e negros.

O grupo colheu quase 4.000 assinaturas contra a palestra de Bolsonaro na Hebraica de São Paulo em uma petição que ressaltava que o deputado “idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar, a qual enaltece em todas as oportunidades”.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil



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