Yunes jogou Padilha na fogueira para salvar o amigo Temer

Amigos e assessores próximos a Temer dizem que a história da entrega do pacote do operador de Cunha entregue a Padilha iria vazar de qualquer maneira. Com a antecipação, o amigo Yunes acabou preservando o presidente.

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Amigos e assessores próximos a Temer dizem que a história do pacote do operador de Cunha entregue a Padilha iria vazar de qualquer maneira. Com a antecipação, o amigo Yunes acabou preservando o presidente.

Da Redação com Informações da Coluna de Mônica Bérgamo

A opinião é de amigos e assessores próximos a Temer. A iniciativa do empresário José Yunes de se antecipar às investigações e declarar que foi “mula” do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, teria preservado o presidente.

“A informação de Yunes de que um “pacote” foi entregue em seu escritório pelo doleiro Lucio Funaro, operador de Eduardo Cunha, a pedido do ministro da Casa Civil explodiu como uma bomba e pode custar o cargo a Padilha.

“Essa história iria ser vazada de qualquer forma”, escreveu a Temer um de seus amigos e consultores. “Quando fosse revelada, o Zé [José Yunes] perderia o protagonismo da versão verdadeira e seria muito difícil as pessoas e a imprensa não desconfiarem que o destino do dinheiro não fosse outro senão o grupo do amigo N1 [o próprio Temer]”, segue o consultor.

Na opinião do mesmo amigo, Yunes acabou erguendo uma grade de proteção a Temer. “Foi melhor [Yunes] falar a verdade e jogar no colo do Padilha do que acabar caindo no seu colo e no colo do seu governo.” Yunes só teria falhado ao não deixar claro que fez o que fez para “não ficar na mão de pessoas investigadas” nem “sofrer pressão de pessoas encarceradas”.

A primeira vez que o episódio veio à tona foi na delação premiada de um executivo da Odebrecht, Claudio Mello, investigado na Operação Lava Jato. O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que está preso, também citou o fato num questionário enviado à Justiça com perguntas a serem feitas a Temer.”

 



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