Usa smartphone, Windows ou TV? Você pode estar sendo espionado pela CIA

A rede Wikileaks, de Julian Assange, inicou nesta terça-feira (7) o que diz ser “o maior vazamento de dados de inteligência da história”, batizado de “Vault 7”, que consiste na exposição de documentos secretos...

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A rede Wikileaks, de Julian Assange, inicou nesta terça-feira (7) o que diz ser “o maior vazamento de dados de inteligência da história”, batizado de “Vault 7”, que consiste na exposição de documentos secretos da CIA que revelam suposta atividade hacker da agência para espionar a sociedade em diferentes âmbitos, como com uma câmera secreta em um simples aparelho televisor. Nem antivirus ou a criptografia de programas de mensagens escapam

Por Redação

A rede internacional de hackerativismo Wikileaks, de Julian Assange, iniciou nesta terça-feira (7) uma operação de vazamentos de milhares de documentos secretos da agência de inteligência norte-americana, a CIA, em que estariam reveladas técnicas de espionagem Centro de Inteligência Cibernética. A importância do vazamento colocaria a agência em apuros, mas a CIA até agora não se pronunciou sobre o caso.

Os documentos – são 8.761 ao todo – teriam sido adquiridos, de acordo com a rede, através de um ex-funcionário da agência, que os teria angariado em um momento em que a CIA teria perdido o controle sobre eles. Ao todo, serão sete pacotes confidenciais que compõem, segundo o Wikileaks, “o maior vazamento de dados de inteligência da história”. O primeiro pacote revelado foi batizado de “Year Zero” (Ano Zero, na tradução livre).

As revelações dariam conta de que a agência de inteligência norte-americana espiona milhares de cidadãos ao redor do mundo através do controle de empresas dos Estados Unidos e da Europa, inserindo malwares, vírus e outros erros de software em aparelhos da Apple como o Iphone, nos sistemas Android, Windows e até mesmo em aparelhos televisores, com câmeras secretas. De acordo com o Wikileaks, as técnicas de espionagem da CIA reveladas nos documentos vão até a interceptação de mensagens, fotos e áudios de Whatsapp e Telegram antes mesmo de o conteúdo passar pelo processo de criptografia – ferramenta que, em tese, tornaria esses programas seguros.

“No final de 2016 a divisão de hacking da CIA, que formalmente se chama Center for Cyber Intelligence (CCI), tinha mais de 5 mil usuários registrados e havia desenvolvido mais de mil programas de systems, trojans, virus, e outras “armas” de software. A escala do empreendimento é tão grande que em 2016 seus hackers haviam usado mais código do que o código que faz o Facebook funcionar”, escreveu o Wikileaks em uma parte de seu comunicado sobre o vazamento.

É esperado que nos próximos dias novos pacotes de documentos com revelações sobre a suposta espionagem em escala global da CIA sejam publicados.

Confira a íntegra do primeiro vazamento aqui.

 

 



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