Novo ministro do Supremo já tenta censurar jornalistas

A Justiça acatou um pedido de Alexandre de Moraes, novo ministro do STF, e determinou que o PT retire de seu site uma entrevista com o ex-ministro Eugênio Aragão em que faz críticas à...

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A Justiça acatou um pedido de Alexandre de Moraes, novo ministro do STF, e determinou que o PT retire de seu site uma entrevista com o ex-ministro Eugênio Aragão em que faz críticas à Moraes. Jornalista Paulo Henrique Amorim também teria sido notificado

Por Redação

Alexandre de Moraes, que acaba de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), já mostrou que não permitirá críticas a seu respeito e está tentando censurar uma entrevista do ex-ministro Eugênio Aragão. A Justiça acatou um pedido do ex-tucano e determinou que o PT retire de seu site a entrevista em que Aragão faz críticas ao, até então, ministro da Justiça do governo Temer. O jornalista Paulo Henrique Amorim, que reproduziu a mesma entrevista, também teria sido notificado.

Moraes argumentou que a entrevista de Aragão continha “informações falsas e difamatórias” e que aquilo estava lhe causando “prejuízo moral”. A juíza Cristina Inokuti, da 3ª Vara Cível de São Paulo, concordou e escreveu em sua decisão que a entrevista em questão contém “indícios de abuso do direito constitucional de liberdade de expressão e informação”.

Na entrevista que Moraes está tentando tirar do ar, o ex-ministro Eugênio Aragão disse que a pasta da Justiça era “muita areia pra caçambinha dele [Moraes]” e que o ex-tucano tinha um “histórico de arbitrariedades”.

Na sentença, a juíza deu um prazo de cinco dias para que o PT retire a entrevista do site, sob pena de multa de R$1000 ao dia.

O PT, por sua vez, informou que vai recorrer da decisão. O secretário nacional de comunicação do partido, Alberto Cantalice, disse por meio de nota que “a censura sofrida pelo página do PT na internet, a partir de uma ação judicial movida pelo ex-ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, é mais um atentado à democracia perpetrado por integrante do ilegítimo governo golpista que hoje ocupa o poder no Brasil”.

 



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