São Paulo para contra Temer

Terminais de ônibus e estações do Metrô amanheceram vazios, vias foram bloqueadas por manifestantes e a Prefeitura liberou o rodízio de carros em toda a cidade. Motoristas e cobradores de ônibus, metroviários e trabalhadores em geral não foram trabalhar. A maior cidade do país...

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Terminais de ônibus e estações do Metrô amanheceram vazios, vias foram bloqueadas por manifestantes e a Prefeitura liberou o rodízio de carros em toda a cidade. Motoristas e cobradores de ônibus, metroviários e trabalhadores em geral não foram trabalhar. A maior cidade do país parou contra as reformas trabalhista e da previdência de Temer.

Da Redação com Informações do G1

Terminais de ônibus e estações do Metrô amanheceram vazios, vias foram bloqueadas por manifestantes e a Prefeitura liberou o rodízio de carros em toda a cidade. Motoristas e cobradores de ônibus, metroviários e trabalhadores em geral não foram trabalhar. A maior cidade do país parou contra as reformas trabalhista e da previdência de Temer.

Metrô e CPTM

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo realizou na semana passada uma assembleia que determinou a paralisação. Nesta terça-feira (14), eles mantiveram a decisão e definiram o tempo da paralisação, que, a princípio, seria de 24 horas. Apenas a Linha 4-Amarela, privada, informou que funcionaria normalmente.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também adiantou que não pararia as atividades.

Ônibus

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores Rodoviários Urbanos de São Paulo também definiu em assembleia uma paralisação das 0h às 8h.

Ônibus das 17 empresas que operam na capital não saíram das garagens. Apenas alguns, das empresas permissionárias (antigas lotações), estão circulando. A paralisação também afeta as linhas da EMTU que atendem a população nas regiões de Guarulhos, Alto Tietê, ABCD e na Baixada Santista.

Os terminais de ônibus da Barra Funda, Pinheiros Capelinha, Cachoeirinha, Bandeira, Grajaú e Santo Amaro até abriram as plataformas nesta quarta, mas, sem ônibus rodando, estavam vazios. Muitos passageiros já sabiam da paralisação e nem perderam tempo esperando os coletivos. Já os desavisados eram informados no local sobre a greve.

No Terminal Varginha, na Zona Sul, um ônibus biarticulado bloqueava o acesso dos demais coletivos às plataformas para impedir motoristas que não aderiram a greve de pegar passageiros.

Justiça determinou multa

Com a ameaça da greve, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região concedeu, nesta terça, duas liminares proibindo por antecipação a paralisação nos serviços de metrô e ônibus, sob pena de multa.

A Justiça determinou que o Sindicato de Metroviários de São Paulo mantenha atendimento integral nos horários de pico, das 6h às 9h e das 16h às 19h, e de ao menos 70% nos demais horários. Em caso de descumprimento a multa é de R$ 100 mil por dia.

Outra decisão da Justiça determinou que o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores Rodoviários Urbanos de São Paulo se abstesse de qualquer paralisação, sob pena de multa de R$ 300 mil, seguindo pedido da SP Trans. O sistema de ônibus reúne 3 milhões de usuários por dia na capital.

Liberação do rodízio

O rodízio de carros e a cobrança de Zona Azul foram suspensos pela Prefeitura. Os corredores de ônibus estão liberados para o tráfego de táxis, com ou sem passageiros, e ônibus fretados. Durante toda a manhã, até as 12h, carros também poderão circular nas faixas exclusivas. Já o Viaduto Plínio de Queirós (Nove de Julho) foi liberado para todos os veículos.

Vias bloqueadas

Ruas, avenidas e até rodovias de São Paulo foram bloqueadas por manifestantes contrários às reformas na manhã desta terça-feira.

Na Dutra, um grupo chegou a interditar todas as faixas da via no sentido da capital paulista, na altura do km 229. Na Régis Bittencourt, manifestantes bloquearam totalmente a pista no km 282, em Embu das Artes. Já na Raposo Tavares, outro protesto interrompeu o tráfego no km 17.

Manifestações também eram realizadas em vias da cidade, como na Avenida das Nações Unidas, na Estrada do M’Boi Mirim, no acesso da Ligação Leste-Oeste para o Corredor Norte-Sul, e também na Ponte do Socorro, na Zona Sul, onde uma enorme fila de carros se formou por conta do bloqueio de três das quatro faixas existentes.

 



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