Jornalista vence ação e Folha é condenada por omitir seu nome em reportagem premiada

Renata Maneschy foi uma das autoras da reportagem “Boyhood Bolsa Família”, publicada em 2015, que ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo e o Grande Prêmio Folha. Seu nome, à princípio, constava nos créditos da...

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Renata Maneschy foi uma das autoras da reportagem “Boyhood Bolsa Família”, publicada em 2015, que ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo e o Grande Prêmio Folha. Seu nome, à princípio, constava nos créditos da matéria, mas foi retirado após ser demitida

Por Redação

O jornal Folha de S. Paulo foi condenado pela Justiça a pagar R$30 mil de indenização por danos morais à jornalista e diagramadora Renata Maneschy. O veículo omitiu o nome da jornalista como coautora da reportagem “Boyhood Bolsa Família”, publicada em 2015, que foi vencedora do Prêmio Esso e do Grande Prêmio Folha.

A decisão da juíza Daniela Mori, da 89ª Vara do Trabalho de São Paulo, também previa multa diária de R$10 mil caso a reportagem permanecesse sem os devidos créditos. “Não pode um meio de comunicação de notória importância no país, deturpar a verdade dessa forma”, escreveu a juíza em sua decisão.

À princípio, o nome de Renata até constava nos créditos da reportagem, mas foi retirado após ela ser demitida do veículo.

“Lembra Stalin, que manipulou fotos históricas para apagar o protagonismo do seu ex-companheiro Trotsky na Revolução Russa de 1917, somente porque se tornaram desafetos”, disse ao portal Comunique-se o advogado da jornalista, Kiyomori Mori.

“A ré (Folha) mencionou o nome da autora e depois, sem justificativa, não mais mencionou. Altera, dessa forma, a verdade dos fatos. Fatos importantes porque a reportagem recebeu, ao menos, dois prêmios. Conduta, no mínimo, reprovável num importante veículo cujo objeto é a informação”, completou a juíza na sentença.

A Folha de S. Paulo não se pronunciou sobre o caso, mas já colocou os créditos da jornalista na matéria.

 



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