Contra reformas de Temer, centrais se juntam para construir greve geral em 28 de abril

Em nota, entidades dizem que não aceitarão o “desmonte da previdência pública e a retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT”

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Em nota, entidades dizem que não aceitarão o “desmonte da previdência pública e a retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT”

Da Redação

Os presidentes das centrais sindicais brasileiras se reuniram nesta segunda-feira (27) e aprovaram a construção de uma greve geral no dia 28 de abril. A paralisação será contra as reformas propostas pelo governo de Michel Temer.

Manifestação na Av. Paulista, em 15 de Março (Foto: Paulo Pinto)
Manifestação na Av. Paulista, em 15 de Março (Foto: Paulo Pinto)

“O que pode alterar o cenário que vivemos atualmente é o nosso calendário de lutas, a começar pelo 31 de Março”, afirmou Vagner Freitas, presidente da CUT, lembrando das manifestações marcadas para a próxima sexta-feira. “É hora de fazer greve, de a gente conversar na fábrica, na igreja, na escola e mostrar que se não nos mobilizarmos, todos os direitos serão jogados fora.”

“Foi muito importante tirar essa data unificada, 28 de abril, contra as reformas da previdência, trabalhista e as terceirizações. E o 15 de março demonstrou que é possível parar o país”, disse Luiz Carlos Prates, o Mancha, presidente da CSP-Conlutas.

Leia abaixo a nota das centrais enviada à imprensa:

Reunidos na tarde desta segunda-feira (27), na sede nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo, os presidentes das centrais sindicais, dirigentes sindicais analisaram a grave situação política, social e econômica que o país atravessa e decidiram que:

Dia 28 de abril

Vamos parar o Brasil

 

As centrais sindicais conclamam seus sindicatos filiados para, no dia 28, convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País.

Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT.

Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil.

São Paulo, 27 de março de 2017.

Adilson Araújo
Presidente da CTB

 

Antonio Neto
Presidente da CSB

 

José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central

 

Paulo Pereira da Silva (Paulinho)
Presidente da Força Sindical

 

Ricardo Patah
Presidente da UGT

 

Vagner Freitas
Presidente da CUT

 

Edson Carneiro Índio
Secretário Geral Intersindical

 

Luiz Carlos Prates (Mancha)
Presidente da CSP-Conlutas

 

Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira)
Presidente da CGTB

 



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