Carina Vitral, Presidente da UNE: “A reforma da Previdência pode acabar com o Prouni”

A Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, falou com exclusividade à Fórum sobre a Reforma da Previdência proposta por Temer e os seus efeitos devastadores na qualidade do ensino público no Brasil. Entre eles está o fim do Prouni.

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A Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, falou com exclusividade à Fórum sobre a Reforma da Previdência proposta por Temer e os seus efeitos devastadores na qualidade do ensino público no Brasil. Entre eles está o fim do Prouni.

Por Julinho Bittencourt

A Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, falou com exclusividade à Fórum sobre a Reforma da Previdência proposta por Temer e os seus efeitos devastadores na qualidade do ensino público no Brasil. Entre eles está o fim do Prouni.

De acordo com ela, o relator da reforma da Previdência, deputado Artur Maia, incluiu no seu relatório o fim dos privilégios das entidades filantrópicas, que na saúde, por exemplo, são as Santas Casas e na educação são as Universidades Católicas. “Essas entidade beneficentes, tanto na educação quanto na saúde, são históricas, como a PUC, o Mackenzie, entre outras. Essas entidades são responsáveis por 600 mil bolsas do Prouni no Brasil inteiro”, disse.

Para Carina, este é um risco muito grande, é mais um problema que a reforma da previdência traz, e que ela considera um retrocesso gigante. “Na saúde também é um problema muito grande, porque essas entidades têm a contrapartida de 60% de atendimento SUS. A Santa Casa da cidade de Santos, por exemplo, que é a minha cidade, já está numa situação financeira muito delicada e com essa possibilidade teria que fechar as portas. É um retrocesso na educação, na saúde que não pode passar”, completou.

Outro problema que a reforma da Previdência do Temer vai causar, de acordo com a Presidente da UNE, será acabar com a aposentadoria especial do professor. “A vida do professor é muito desgastante. Quem dá aula em uma escola pública, numa escola grande, trabalhando sempre com a voz, numa condição muito precária, tanto em termos de salário como do trabalho em si. A escola pública é muito desestruturada. E é por isso que o professor tem uma aposentadoria especial. Se a reforma acabar com isso, igualar o tempo de contribuição e acabar com a aposentadoria especial dos servidores públicos, isso vai comprometer muito com a qualidade da educação pública”, completou.



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