“Veja nos olhos dos outros é refresco”, diz deputado mineiro a Aécio

O deputado estadual Rogério Correia (PT) cutucou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), após uma reportagem da revista Veja deste final de semana apontar que, segundo delação do ex­presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Junior, a empresa depositou propina para o senador numa conta em Nova...

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O deputado estadual Rogério Correia (PT) cutucou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), após uma reportagem da revista Veja deste final de semana apontar que, segundo delação do ex­presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Junior, a empresa depositou propina para o senador numa conta em Nova York operada por sua irmã, Andrea Neves.

Da Redação com Informações do Brasil 247

O deputado estadual Rogério Correia (PT) cutucou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), após uma reportagem da revista Veja deste final de semana apontar que, segundo delação do ex-­presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Junior, a empresa depositou propina para o senador numa conta em Nova York operada por sua irmã, Andrea Neves.

“Aécio panfletava a #VejaBandida contra Dilma! Lição: Quem com Veja fere, com Veja será ferido, ou Veja nos olhos dos outros é refresco!”, afirmou o petista no Facebook.

O tucano seria o político que recebeu um dos maiores valores da empreiteira, R$ 70 milhões, considerando-se pagamentos de 2003 até hoje, de acordo com o conteúdo das delações, informa o texto (leia mais aqui).

Arquiteto do golpe junto com o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso, Aécio já havia sido mencionado na delação do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. De acordo com a delação, Aécio cobrou 3% de propina nas obras da Cidade Administrativa do governo Mineiro. Os 3% da suposta propina seriam equivalentes a pouco mais de R$ 3 milhões. O tucano Aécio negou irregularidades.

O tucano também foi acusado de receber propina em Furnas. Em março, o lobista Fernando Horneaux Moura, condenado a 16 anos e dois meses de prisão no âmbito da Lava Jato, participou de acareação com o ex-diretor da Engenharia de Furnas Dimas Fabiano Toledo no inquérito que apura o suposto envolvimento do senador Aécio em um esquema de corrupção na estatal de energia.

Moura manteve sua versão de que, em 2003, o então dirigente de Furnas teria garantido que um terço da propina arrecadada na estatal iria para o PT nacional, um terço para o PT de São Paulo e um terço para o presidente nacional do PSDB.

O tucano também foi citado pro Delcídio. “Questionado ao depoente quem teria recebido valores de Furnas, o depoente disse que não sabe precisar, mas sabe que Dimas [Toledo, ex-presidente de Furnas] operacionalizava pagamentos e um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves”, diz trecho da delação, que veio à tona no começo do ano passado (veja aqui).

 

 



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