Bolsonaro é alvo de protestos da comunidade judaica

Em um dos momentos mais fortes do protesto, articulado por movimentos juvenis da comunidade judaica, uma pessoa gritou nomes de judeus mortos na ditadura, como o jornalista Vladimir Herzog e a psicóloga Iara Iavelberg, e os manifestantes respondiam: presente.

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Em um dos momentos mais fortes do protesto, articulado por movimentos juvenis da comunidade judaica, uma pessoa gritou nomes de judeus mortos na ditadura, como o jornalista Vladimir Herzog e a psicóloga Iara Iavelberg, e os manifestantes respondiam: presente.

Da Redação com Informações do Globo

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) enfrentou protestos nesta segunda-feira (03) em frente à Hebraica, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, onde foi fazer uma palestra. O convite ao deputado, alvo de processos na Câmara por incitação ao estupro e apologia à ditadura militar, causou revolta na ala mais progressista da comunidade judaica. O evento é fechado para convidados.

Os manifestantes levaram cartazes contra o deputado e gritaram palavras de ordem como: “Judeu e sionista não apoia facista”, “quem permite torturar se esquece da shoá e “pela vida e pela paz, tortura nunca mais”. Às convidadas mulheres, o grupo gritava: “ei, mulher, ele apoia o estupro”.

Em um dos momentos mais fortes do protesto, articulado por movimentos juvenis da comunidade judaica, uma pessoa gritou nomes de judeus mortos na ditadura, como o jornalista Vladimir Herzog e a psicóloga Iara Iavelberg, e os manifestantes respondiam: presente.

O presidente do clube no Rio, Luiz Mairovitch, convidou Bolsonaro após o deputado ter sido vetado em evento similar no clube de São Paulo, após polêmica entre integrantes da comunidade. Grupos favoráveis e contra o deputado de extrema direita, provável candidato a presidente em 2018, chegaram a criar abaixo-assinado na internet para defender e condenar a iniciativa.

– Isso não é disputa entre direita e esquerda. Se tem um povo que sabe o que é sofrer com governos autoritários que não respeitam minorias, esse povo é o povo judeu. O que mais dói é ver que tem judeus sem memória, que não entenderam nada da Shoá (genocídio judeu) – defende a gerente de marketing Mila Chaseliov.



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