Suplicy questiona Doria e pede ao MP suspensão de audiências públicas do Plano de Metas

O atual prefeito de São Paulo reduziu o debate com a sociedade sobre o Plano de Metas de três semanas para três dias, o que impossibilitará uma participação massiva da população. Na representação, o...

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O atual prefeito de São Paulo reduziu o debate com a sociedade sobre o Plano de Metas de três semanas para três dias, o que impossibilitará uma participação massiva da população. Na representação, o vereador faz uma série de questionamentos ao tucano, como o motivo pelo qual a população não foi informada que a elaboração do plano será feita com uma consultoria externa de uma empresa privada. Confira

Por Redação

O vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) protocolou na última segunda-feira (3) no Ministério Público uma representação para que sejam suspensas as audiências públicas marcadas pela gestão de João Doria (PSDB) para discutir o Plano de Metas do município. Na gestão de Fernando Haddad (PT), as audiências públicas foram realizadas ao longo de três semanas em diversos pontos da cidade com o intuito de integrar o maior número possível de pessoas. O atual prefeito reduziu as audiências em apenas 3 dias que se, forem mantidas, serão realizadas nos dias 6, 8 e 9 de abril.

De acordo com o petista, a redução do número de audiências públicas impossibilitará uma participação massiva da sociedade civil para discutir os rumos das políticas públicas da cidade. Para Suplicy, há questões fundamentais a serem esclarecidas antes que as audiências sejam realizadas, como a participação de duas empresas na elaboração do plano.

“Como se deu a participação da empresa McKinsey na elaboração do Plano de Metas? Foi uma doação? Por que a população não teve acesso ao contrato ou ao acordo de participação?”, perguntou na representação. O vereador questiona o prefeito se realmente há a necessidade da contratação de uma consultoria externa, de uma empresa privada, para a elaboração do plano de metas de um município.

Os mesmos questionamentos foram feitos com relação à empresa Comunitas, que doou expertise na elaboração de “parcerias de desenvolvimento solidário”. Também não houve divulgação com relação a este acordo.

Confira, aqui, outros questionamentos do vereador com relação ao Plano de Metas e a íntegra da representação.

 

 



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