Suposta Maria Eduarda com arma é mentira de grupos fascistas da rede

Em pesquisas na web, é possível encontrar o mesmo arquivo que está sendo compartilhado em publicações antigas. Em uma delas, num blog, a postagem foi feita há dois anos. Se fosse Maria Eduarda, ela...

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Em pesquisas na web, é possível encontrar o mesmo arquivo que está sendo compartilhado em publicações antigas. Em uma delas, num blog, a postagem foi feita há dois anos. Se fosse Maria Eduarda, ela teria cerca de 11 anos – na legenda, diz-se que a menina que seria ligada ao tráfico de drogas tinha 15 anos.

Da Redação com Informações do G1

Tem circulado em redes sociais uma foto de uma jovem portando um fuzil, com um texto ou um áudio ligando a imagem à estudante Maria Eduarda, de 13 anos, morta após ser baleada dentro de sua escola em Acari, na Zona Norte do Rio, na última quinta-feira (30). Não é verdade.

O G1 ouviu agentes da Divisão de Homicídios, que apuram o homicídio da menina, que garantem que a jovem da foto não é Maria Eduarda.

Em pesquisas na web, é possível encontrar o mesmo arquivo que está sendo compartilhado em publicações antigas. Em uma delas, num blog, a postagem foi feita há dois anos. Se fosse Maria Eduarda, ela teria cerca de 11 anos – na legenda, diz-se que a menina que seria ligada ao tráfico de drogas tinha 15 anos.

Após a circulação da imagem, a família de Maria Eduarda se manifestou no Facebook para desmentir o que está sendo contado na internet. Uma prima desabafa e pede respeito.

“A foto de uma menina negra, junto a um áudio, dizendo “olha o que a garota baleada dentro da escola está portando. Um fuzil” a foto não tem nada a ver com a Duda. Por favor respeitem, todos nós da família estamos sofrendo. Minha prima não merece isso! Basta de tanta violência e desrespeito!”, escreveu.

Família desmente informações divulgadas na internet (Foto: Reprodução/ Facebook)

O caso

Maria Eduarda morreu na quinta-feira (30), dentro da Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, em Acari, Zona Norte do Rio. A Polícia Militar diz que a adolescente foi atingida por disparo de arma de fogo no fim de tarde e não resistiu, após confronto entre criminosos e a PM na Fazenda Botafogo, perto do Rio Acari.

Depois a morte da menina, houve um protesto na Avenida Brasil. A via chegou a ser fechada e criminosos aproveitaram para abordar motoristas. Dois homens, que segundo a PM são suspeitos de serem traficantes, também morreram. Agentes do 41º e do 9º BPM permaneceram no local juntamente com um blindado do 41º BPM.

Os policiais militares Fábio de Barros Dias e David Gomes Centeno, que participaram do tiroteio na Zona Norte do Rio, foram autuados por homicídio qualificado. Ele foram presos. Os dois policiais são investigados ainda em mais 16 inquéritos. Um deles apura a morte de outra adolescente, atingida dentro de casa, na mesma área. O nome dela também era Maria Eduarda.

O laudo da necrópsia, divulgado na segunda-feira (3) pela GloboNews, aponta que dois tiros na base do crânio foram a causa da morte da estudante Maria Eduarda. De acordo com o documento, o corpo da menina tinha duas perfurações na base do crânio e dois ferimentos na região dos glúteos. Um deles é típico de saída de projétil, conforme apontou o laudo.

 



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