Já são três que estão na mira de Moro por criticar a Lava Jato; ato em solidariedade é marcado no Rio

O blogueiro Eduardo Guimarães, o serventuário Roberto Pociano e o sindicalista Emanuel Cancella estão sob a mira do juiz de Curitiba simplesmente por fazerem críticas a sua condução da operação Lava Jato. Todos estão...

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O blogueiro Eduardo Guimarães, o serventuário Roberto Pociano e o sindicalista Emanuel Cancella estão sob a mira do juiz de Curitiba simplesmente por fazerem críticas a sua condução da operação Lava Jato. Todos estão sendo investigados ou processados por suposto “crime” de opinião

Por Redação

Roberto Pociano é serventuário da Justiça Federal e diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Rio de Janeiro. Eduardo Guimarães é representante comercial e blogueiro, responsável pelo Blog da Cidadania. Emanuel Cancella é petroleiro. Os três, apesar de autarem em áreas distintas, carregam algo em comum: todos estão sendo processados ou investigados a mando do juiz Sérgio Moro por supostos crimes de calúnia ou ameaça.

Pociano, na verdade, apenas postou críticas em suas redes sociais com relação à condução do juiz de Curitiba frente a operação Lava Jato. Ele foi intimado a depor na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro (RJ), na próxima terça-feira (11), por “ameaça” e “incitação ao crime”.

Eduardo Guimarães, por sua vez, publicou em 2015 um texto em que faz críticas ao juiz e afirma que as ações do juiz vão custar a vida dos brasileiros. Moro entendeu como uma ameaça e o blogueiro foi intimado a depor, na semana passada, na mira de um inquérito que investiga também uma “ameaça”.

Já o petroleiro Emanuel Cancella publicou, recentemente, o livro ‘A Outra Face de Sergio’, em que critica os efeitos da Lava Jato na Petrobras. Ele também está sendo processado pelo juiz.

Ou seja: é quase certo que aquele que se aventurar a criticar o modus operandi da Lava Jato ou do juiz terá problemas na Justiça. Esse tipo de situação, para sindicalistas, lembra muito a forma como o Estado e o judiciário se portavam na época do regime militar e, por isso, marcaram um ato de solidariedade aos três novos perseguidos pelo juiz Sérgio Moro.

O ‘Ato contra o Estado de Exceção e contra o “crime” de Pensar’ será realizado a partir das 14h da próxima terça-feira (11), data do depoimento de Roberto Pociano, em frente a sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, no Boulervard Olímpico (Praça Mauá), Centro.

 

 



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