Lula sobre o ataque: “Foi irresponsabilidade dos Estados Unidos bombardear a Síria”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou na manhã desta sexta-feira (07) o ataque dos Estados Unidos contra a Síria de Bashar Al Assad, após um ataque químico que deixou mais de 70...

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou na manhã desta sexta-feira (07) o ataque dos Estados Unidos contra a Síria de Bashar Al Assad, após um ataque químico que deixou mais de 70 mortos, sendo 20 crianças, ainda em investigação sobre a autoria.

Da Redação com Informações do Brasil 247

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou na manhã desta sexta-feira (07) o ataque dos Estados Unidos contra a Síria de Bashar Al Assad, após um ataque químico que deixou mais de 70 mortos, sendo 20 crianças, ainda em investigação sobre a autoria.

“É preciso averiguar se a Síria utilizou armas químicas mesmo. Porque você lembra que na guerra do Iraque, os Estados Unidos também invadiram para procurar armas químicas e até hoje não apareceram armas químicas”, comparou Lula, em entrevista concedida à Rádio O Povo, do Ceará.

“Eu não sei a que pretexto eles bombardearam a Síria. Esse presidente dos Estados Unidos é meio confuso”, criticou, sinalizando que Donald Trump não mede as consequências de suas falas. “Quando você fala, tem que ter equilíbrio, tem que pensar nas consequências”, alertou.

Para Lula, “foi irresponsabilidade dos Estaos Unidos bombardear a Síria”. “O mundo não está precisando de bombardeio, está precisando de paz. Eu sou contra qualquer ataque porque violência gera violência. O mundo não está precisando de governantes arrogantes”.

Eleições e Lava Jato

Sobre 2018, Lula disse não ter conversado ainda com Ciro Gomes, possível candidato à presidência, mas declarou tê-lo “muito em conta”. “Aprendi a gostar dele”, disse. “Mesmo tendo sido mais de uma vez seu adversário, não se criou nenhuma rusga entre eu e o Ciro Gomes. Eu só tenho elogios”. Para Lula, não dá para ter o cenário ainda como definido porque “o PSDB não está morto, o DEM não está morto”.

O ex-presidente afirmou ainda estar “ansioso” para o depoimento que prestará no dia 3 de maio em Curitiba ao juiz Sergio Moro, no processo em que é acusado de ter sido beneficiado pela empreiteira OAS com um triplex no Guarujá e a reforma do imóvel.

“Eu estou ansioso para esse depoimento porque é a primeira oportunidade que eu vou ter para saber qual é a acusação que eles têm contra mim, quais são as provas que eles têm contra mim. Eu acho que um ser humano, para ser condenado, tem que ter provas contra ele, não só convicções. Eu estou muito tranquilo”, disse.

“Se tem um cidadão que quer a mais pura verdade, esse cidadão sou eu. A única coisa que não vale é dizer que tem convicção. Eu quero ver a prova que eles têm”, acrescentou. Em sua avaliação, Moro “cumpre um papel importante”, mas a Lava Jato cometeu um “equívoco” ao criar um “pacto” com a mídia para a divulgação da investigação e no tratamento contra ele. “A única coisa que eu condeno é usar a mídia para condenar as pessoas. Primeiro o cidadão é condenado, jogado no chão, para depois passar por um julgamento”, observa.

Ao tratar do julgamento que corre no TSE e pode cassar a chapa presidencial vitoriosa de 2014, Dilma-Temer, Lula declarou: “Eu acho que o PSDB tinha que ter pensado no que ele fez, no que ele está fazendo com o Brasil. A Dilma foi eleita, tomou posse, o Temer foi eleito junto com ela. Agora você tentar, nessa altura do campeonato, cassar a Dilma, que já foi cassada? É no mínimo uma confusão política desnecessária nesse País. A desgraça com Dilma eles já fizeram”.

Para Lula, “que saia candidato quem quiser ser candidato [em 2018]. Que saia todo mundo, que coloque o nosso Tite da seleção brasileira, que coloque o Alckmin, o Doria, o Aécio, o Fernando Henrique Cardoso, o Temer, o Renan, o Tasso Jereissati, o Ciro Gomes, todo mundo. Que saiam 500 candidatos e que o povo escolha um. E depois assuma a responsabilidade por esse que escolheu e esse vai governar o país”.

“O país precisa voltar a ter ordem”, disse Lula. “Eu vejo juiz emitindo opinião fora dos autos, delegado… as pessoas que quisessem emitir opinião sobre política deveriam deixar de ter um cargo vitalício e entrar na política”, sugeriu.



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