Filho de Teori não se convence de que morte do pai foi acidente

“A verdade é que se foi acidente, uma coincidência difícil, são muitas coincidências num evento só. Obviamente levanta muitas suspeitas”, diz o advogado Francisco Zavascki sobre a queda do avião que matou o ministro...

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“A verdade é que se foi acidente, uma coincidência difícil, são muitas coincidências num evento só. Obviamente levanta muitas suspeitas”, diz o advogado Francisco Zavascki sobre a queda do avião que matou o ministro Teori Zavascki em janeiro deste ano; ele deu entrevista à jornalista Roseann Kennedy, da TV Brasil, que será exibida na noite desta segunda-feira, 10

Por Brasil 247

O advogado Francisco Prehn Zavascki, filho do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, ainda não está convencido de que o acidente aéreo que matou o seu pai foi uma fatalidade.

Em entrevista à jornalista Roseann Kennedy, da TV Brasil, Francisco Zavascki afirma que “ainda está em aberto se foi ou não acidente” e que “enquanto não se investigar a fundo” a dúvida vai continuar. Para ele, o grande legado do pai não está escrito em seus livros, nem em seus votos, mas em sua conduta.

Leia reportagem da EBC sobre o assunto:

O advogado Francisco Zavascki é o entrevistado desta segunda-feira, dia 10 de abril, no programa Conversa com Roseann Kennedy. Filho do ministro do Supremo, Teori Zavascki, ele é especialista em direito público e tributário. Ele aceitou dar entrevista às vésperas de completar três meses da morte do pai, em 19 de janeiro.

Durante a conversa, Francisco demonstra equilíbrio ao lidar com o luto, e com a espera do resultado das investigações sobre o acidente de avião que tirou a vida do pai: “Angustia bastante. Isso é uma coisa que eu sinceramente não gostaria de receber uma notícia de que não foi acidente”.

Francisco Zavascki falou pela primeira vez que a preocupação dele não é com o atraso no julgamento das delações, e sim das outras ações da Lava Jato que Teori já vinha acompanhando há dois anos. “A verdade é que se foi acidente, uma coincidência difícil, são muitas coincidências num evento só. Obviamente levanta muitas suspeitas. Se tinha um momento para acontecer, seria o melhor momento para se ter algum atraso na Lava Jato”.

Francisco foi enfático ao falar do legado do pai. “As pessoas vão demorar a se darem conta do grande legado que o pai deixou, porque o grande legado não está escrito nos livros dele. Não está escrito nos votos dele. Tá demonstrado pelas condutas dele. Talvez, vai demorar um tempo para se entender a forma como ele tratava a magistratura, uma missão mesmo. Ele demonstrava pela conduta de só falar nos autos, ser ponderado, procurar ter uma vida que se balizasse pelo trabalho dele. Um juiz de verdade, alguém recluso que cuidava dos processos nos processos”.



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