Dallagnol afirma que agentes públicos não vazam informações

De acordo com coordenador da força-tarefa da Lava Jato, a operação não possui um “instrumento eficiente para identificar vazamentos” de informações à imprensa. Ele disse ainda que “não cabe ouvir o jornalista em relação...

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De acordo com coordenador da força-tarefa da Lava Jato, a operação não possui um “instrumento eficiente para identificar vazamentos” de informações à imprensa. Ele disse ainda que “não cabe ouvir o jornalista em relação a quem lhe passou a informação porque existe, no Brasil, e deve existir, o direito ao sigilo de fonte”, declarou, semanas depois de o blogueiro Eduardo Guimarães ter sido levado a depor para informar sua fonte.

Da Redação com Informações da BBC Brasil

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, afirmou, em entrevista à BBC Brasil, na última sexta-feira, na Harvard Law School, nos Estados Unidos, que a operação não possui um “instrumento eficiente para identificar vazamentos” de informações à imprensa.

Ele assegurou que agentes públicos não vazam informações, e que a brecha estaria no acesso inevitável a dados secretos por réus e seus defensores.

“É muito difícil identificar qual é o ponto (de origem do vazamento), porque se você ouvir essas pessoas, elas vão negar”, afirmou. “E não cabe ouvir o jornalista em relação a quem lhe passou a informação porque existe, no Brasil, e deve existir, o direito ao sigilo de fonte”, declarou.

No dia 21 de março, o blogueiro Eduardo Guimarães foi levado a depor coercitivamente, por determinação do juiz Sergio Moro, para informar aos investigadores a fonte que lhe revelou a informação de que haveria uma ação contra o ex-presidente Lula um ano atrás.

Recentemente, também foi divulgado na imprensa a informação de que procuradores que atuam na Lava Jato reuniram um grupo de jornalistas para conceder uma “coletiva informal” a fim de divulgar nomes de políticos citados em delações da Odebrecht que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciaria ao STF.

Moro também declarou em entrevista à BBC publicada nesta segunda-feira 10 que “identificar vazamentos é quase como uma caça a fantasmas” (leia aqui).

 



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