Eduardo Campos recebeu R$ 5 milhões em propinas da Odebrecht, afirmam delatores

Pagamento ao então governador de Pernambuco seria de 3% dos contratos que o Grupo Odebrecht mantinha no Estado.

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Pagamento ao então governador de Pernambuco seria de 3% dos contratos que o Grupo Odebrecht mantinha no Estado

Por Redação

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que morreu em um acidente aéreo em 2014, é citado em três inquéritos com base nas delações de executivos da Odebrecht enviadas pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o Ministério Público Federal, os delatores João Antônio Pacífico Ferreira e Carlos Fernando do Vale Angeiras relataram irregularidades associadas a obras vinculadas ao Complexo Industrial Portuário de Suape, no litoral de Pernambuco.

Neste caso, a Procuradoria-Geral da República ‘entende ser necessária a efetivação de análise específica e mais aprofundada dos acontecimentos’ e pediu a restituição dos autos do processo ao procurador Rodrigo Janot, que teria o prazo de 15 dias para se manifestar.

Em sua delação, Marcelo Odebrecht revela que Campos teria recebido recursos para sua campanha e distribuição de dividendos de financiamento do BNDES. Em troca, teria autorizado o auxílio da empreiteira nas obras do Centro Integrado de Ressocialização (CIR) de Itaquitinga, projetado para ser um modelo para os presídios brasileiros.

Ainda de acordo com o Ministério Público, João Antônio afirmou haver ‘formação de ajuste para fixação artificial de preços e controle de mercado’ relativamente à obra da adutora de Pirapama, na Região Metropolitana do Recife, nos anos de 2007 e 2008.

O pagamento ao então governador – junto com Aldo Guedes, ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) – seria de 3% dos contratos que o Grupo Odebrecht mantinha no Estado, o equivalente a R$ 5 milhões.

Com informações do Estadão
Foto: Divulgação/PSB



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