Dez anos de Unasul: Um elemento central da unidade entre os povos do sul

Em abril de 2007, em uma reunião da Cumbre Energética Sul Americana, que ocorreu em Isla Margarita, na Venezuela, diversos presidentes das nações da América do Sul mudaram o nome da comunidade sul americana...

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Em abril de 2007, em uma reunião da Cumbre Energética Sul Americana, que ocorreu em Isla Margarita, na Venezuela, diversos presidentes das nações da América do Sul mudaram o nome da comunidade sul americana de nações, a antiga CSN (comunidade criada em 2004, tornou-se o embrião da Unasul), que passaria a se chamar União das Nações Sul Americanas

Por Walter Fernandez

Em abril de 2007, em uma reunião da Cumbre Energética Sul Americana, que ocorreu em Isla Margarita, na Venezuela, diversos presidentes das nações da América do Sul mudaram o nome da comunidade sul americana de nações, a antiga CSN (comunidade criada em 2004, tornou-se o embrião da Unasul), que passaria a se chamar União das Nações Sul Americanas.

Nesta data, o então presidente Venezuelano, Hugo Chavez Frias, anunciaria ao mundo, a troca do nome. Fazendo uma ampla defesa da integração entre os povos, referenciado em um passado de exploração colonial comum, apontou que para a superação das desigualdades em nosso continente, seria preciso afinar e aproximar as nações do sul das Américas, em uma comunidade que possa se discutir caminhos políticos, econômicos e culturais em comum, além de ter capilaridade suficiente para mediar conflitos e tentar garantir a normalidade política na região- evitando tentativas de golpes e de derrotas das forças democráticas em uma região tão habituada a golpes que atentam contra o povo trabalhador-.

Deste dia em diante, a Unasul cumpriu um papel determinante na região,, em 2008, frente a uma tentativa de golpe, respalda o governo de Evo Morales, democraticamente eleito pelo povo Boliviano. Um ano depois, condena veementemente o golpe de estado que ocorreu em Honduras, contra o presidente Manuel Zelaya. Em 2010, convoca-se uma reunião de emergência que acontece na cidade de Buenos Aires, onde se condena a tentativa de golpe contra o presidente equatoriano, Rafael Correa, defendendo a manutenção das instituições democráticas.

Nos últimos anos, a Unasul repudiou todas as ingerências e sanções dos Estados Unidos da América, contra a Venezuela e a revolução bolivariana, passando a ser mediadora nos diálogos entre oposição e o governo Venezuelano. No golpe contra presidenta Dilma Roussef, a comunidade manteve-se firme, em defesa da ordem constitucional, contra qualquer manobra que visa-se romper com a institucionalidade e o voto popular.

Nesses dez anos, muito se tem para falar da Unasul e de tentativas, que nos precedem em muitos anos , de alinhar nossos projetos, de contemplar o sonho de unidade entre os países latino americanos. A vitória de Lenin Moreno no Equador, os bons ventos no Paraguai, que podem trazer de volta Fernando Lugo à presidência da república e ainda, a possibilidade da volta de Lula no Brasil, nos coloca em um processo de retomada desse projeto. Fortalecer organismos que visem a auto determinação dos povos, o respeito as decisões populares e a radicalização da democracia, é o dever de todos e todas que defendem uma sociedade justa, livre e socialista. A Unasul, está no centro desse processo, e defende-la é nosso dever.

Viva a Unasul e a unidade dos povos sul americanos!



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