Lula era um “popstar” e ajudava a vender o Brasil no exterior, diz delator

Alexandrino de Alencar disse, em delação, que o ex-presidente tinha grande prestígio em países do exterior, principalmente na América Latina, e que promovia palestras para “promover” o Brasil, o que acabava ajudando a empreiteira,...

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Alexandrino de Alencar disse, em delação, que o ex-presidente tinha grande prestígio em países do exterior, principalmente na América Latina, e que promovia palestras para “promover” o Brasil, o que acabava ajudando a empreiteira, que tinha obras nesses países. Em nenhum momento delator falou sobre caixa 2 ou qualquer crime que Lula possa ter cometido

Por Redação*

O ponto alto da delação de Alexandrino de Alencar, ex-executivo da Odebrecht, foi a parte em que classificou Lula como um “popstar” e o quanto suas palestras vendendo o Brasil no exterior eram importantes para se criar uma imagem positiva da empreiteira. Em nenhum momento Alencar mencionou qualquer dinheiro ilegal recebido pelo ex-presidente.

De acordo com o ex-executivo, Lula era um “popstar”, com grande prestígio, principalmente em países da América Latina, e por isso a empreiteira o auxiliava a promover palestras. Como todos tinham muita confiança em Lula, ao vender uma imagem positiva do Brasil, automaticamente se vendia uma imagem positiva da Odebrecht, que tinha obras nesses países. Isso era feito através de convites que a empreiteira fazia a jornalistas e formadores de opinião para, após as palestras, “mostrar a relação” da empresa com o ex-presidente.

“Ele ia para o Peru, para o Panamá, onde tínhamos obras, então mandávamos uma ajuda de memória de uma página, não mais do que isso, para contextualizar o presidente nos assuntos do Panamá”, relatou Alexandrino.

Em seu depoimento, Alexandrino deixou claro que não havia qualquer ilicitude nas palestras do ex-presidente. A Odebrecht apenas aproveitava o prestígio do petista para vender, junto a formadores de opinião, se associando a Lula, suas obras.

“O Lula é uma figura nos países na África e América Latina, quase um ‘popstar’. Com respeito, então ele levava uma imagem positiva. Nós combinávamos, e que é muito público, que todo lugar que ele ia, ele fazia uma palestra. Uma palestra de vender o Brasil. Logicamente, que nosso pessoal lá estava por trás convidando formadores de opinião e jornalistas para mostrar essa relação nossa com ele”, completou.

*Com informações do UOL



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