Para Janio de Freitas, Moro fazer Lula comparecer a 87 audiências é “atitude miúda, rasteira”

Em sua coluna desta quinta-feira (20) na Folha, Janio de Freitas criticou duramente o juiz Sérgio Moro por exigir a presença do ex-presidente Lula durante as audiências de 87 testemunhas. “Um ato estritamente pessoal....

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Em sua coluna desta quinta-feira (20) na Folha, Janio de Freitas criticou duramente o juiz Sérgio Moro por exigir a presença do ex-presidente Lula durante as audiências de 87 testemunhas. “Um ato estritamente pessoal. De raiva, de prepotência. É uma atitude miúda, rasteira. Incompatível com a missão de juiz. De um “julgador”, como Moro se define”.

Da Redação com Informações da Coluna de Jânio de Freitas

Em sua coluna desta quinta-feira (20) na Folha, Janio de Freitas criticou duramente o juiz Sérgio Moro por exigir a presença do ex-presidente Lula durante as audiências de 87 testemunhas. “Um ato estritamente pessoal. De raiva, de prepotência. É uma atitude miúda, rasteira. Incompatível com a missão de juiz. De um “julgador”, como Moro se define”.

Janio também atacou a falta de provas da Lava Jato.

“A exigência de mais acusações a Lula, como condição para reconhecer ao ex-presidente da OAS o direito à delação premiada, de uma parte indica que à Lava Jato continuam faltando provas de muitas ilegalidades que atribuiu (e difundiu) ao seu principal alvo; de outra, reacende o problema do facciosismo com que procuradores deturpam a função constitucional do Ministério Público. A Lava Jato quer, além de novidades acusatórias, saciar a sua obsessão com o mal afamado apartamento no Guarujá, que Leo Pinheiro diz ser da OAS, não se efetivando a compra que Marisa iniciou e Lula rejeitou.

Apesar da intimidação a Leo Pinheiro, a expectativa da Lava Jato está mais no grupo de funcionários e ex-dirigentes que o acompanhariam na delação. É a continuada prioridade às delações, em detrimento de investigações. Só o atual estágio de “negociação” com Leo Pinheiro e a OAS já consumiu quatro meses. Nem parece que a Polícia Federal recolheu numeroso material na empreiteira e na cooperativa financiadora do apartamento, para base documental de investigações e eventuais provas.

Por essas e muitas outras no gênero, tem sentido a preocupação no Judiciário com a probabilidade de muitas prescrições.

Assim como têm razão os ministros do Supremo que negam a responsabilidade do tribunal na lentidão judicial desse caso. O ritmo de valsa está no Ministério Público, tanto na Lava Jato como na Procuradoria Geral da República.

Estava com endereço errado, por exemplo, a pressa cobrada do ministro Edson Fachin para examinar, decidir caso a caso e liberar o pacotaço proveniente de delações da Odebrecht.”

 



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