‘Desconforto’: Ato denuncia crise na segurança pública em PE

Crescimento assustador da violência preocupa os pernambucanos. Nos três primeiros meses de 2017, foram registrados 1.522 assassinatos no estado

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Crescimento assustador da violência preocupa os pernambucanos. Nos três primeiros meses de 2017, foram registrados 1.522 assassinatos no estado

Texto e fotos por Pedro de Paula, da Rede Fórum de Jornalismo

O número de homicídios em Pernambuco cresceu assustadoramente no primeiro trimestre de 2017, deixando sua população apreensiva diante da sensação de insegurança que alerta o estado. A média ficou em 17,6 homicídios, ou seja, quase 18 assassinatos por dia. Ao todo, conforme estatística da Secretaria de Defesa Social (SDS), divulgado em seu site, foram contabilizados 548 crimes considerados como crimes violentos letais intencionais (CVLI) nos últimos 31 dias.

Nos três primeiros meses de 2017, foram registrados 1.522 assassinatos no estado. O maior número de homicídios foi registrado no interior com 828 mortes, em seguida vem a Região Metropolitana do Recife com 454 e, por fim, a capital Recife com 240 assassinatos. Já em 2016, foram contabilizados em todo o estado 1.057 mortes nos três primeiros meses do ano, com cerca de 4.479 assassinatos em todo ano. Isso significa dizer que já foram contabilizados nesses três primeiros meses um terço (1/3) de todos os assassinatos registrados no ano de 2016.

Diante desses dados, foi realizado na última quarta-feira (19) um protesto em forma de vigília. A mobilização que se iniciou nas redes sociais, incluiu parentes de vítimas da insegurança, movimentos sociais e acadêmicos, e chamou a atenção para o número de homicídios registrados nos primeiros meses deste ano no estado.

O ato teve como tema a palavra “Desconforto”, e começou às 18h fazendo referência a uma citação do governador Paulo Câmara que, numa entrevista, classificou como “desconfortável” a situação da violência no estado. Pessoas vestidas de branco com cruzes e velas estiveram em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do estado, no Bairro de Santo Antônio, área central do Recife (PE).

Entre os organizadores da mobilização está a professora Liana Cirne Lins, da Faculdade de Direito, da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE). “Nossa ideia com o ato é forçar o governo a abrir o diálogo com a sociedade sobre a crise da segurança pública”, afirmou.

Várias performances teatrais foram encenadas; os manifestantes alegaram que não é apenas uma situação desconfortável como disse o governador; mas dramática, e exigem do governo respostas imediatas à crise na segurança pública em Pernambuco.



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