SP: Doria encerra funcionamento noturno da Biblioteca Mario de Andrade

Na gestão anterior, Fernando Haddad havia estendido horário para 24 horas com o objetivo de transformar o espaço num centro cultural

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Na gestão anterior, Fernando Haddad havia estendido horário para 24 horas com o objetivo de transformar o espaço num centro cultural

Da Redação*

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), decidiu acabar com o funcionamento da biblioteca Mario de Andrade durante a noite. A inciativa tinha sido inaugurada pelo seu antecessor Fernando Haddad (PT), que pretendia transformar o espaço num centro cultural.

Segundo o diretor da biblioteca Charles Cosac, a mudança representará uma economia de R$ 850 mil em um orçamento disponível de R$ 10 milhões anuais. Ele ainda afirmou à Folha que contratou um ex-segurança seu para passar a noite na biblioteca, enviando-lhe por WhatsApp relatórios de hora em hora do número de pessoas que visitaram o espaço. Cosac informou que de 13 a 26 pessoas passaram pelo local.

Para o ex-diretor da biblioteca na gestão Haddad, Luiz Armando Bagolin, houve uma mudança de projeto, que levou à redução no número de frequentadores. “Se os números caíram, é porque a Mário voltou a ser uma biblioteca convencional. Não é só abrir as portas 24 horas, a ideia era ser um complexo cultural. Ele contabiliza depois de ter tesourado as atividades noturnas”, afirmou também ao jornal.

“Essa ideia é de uma biblioteca que não para e é conjugada a um centro cultural. Ela não é só uma biblioteca, mas também é um centro que explora muitas linguagens,”, disse à época da inauguração do regime de portas abertas em tempo integral todos os dias, por 24 horas.

Na medição oficial da biblioteca: no segundo semestre de 2016, quando começou o funcionamento integral por 24h, o número de pessoas na seção circulante foi de 290 mil. No ano anterior, foi de 143 mil. Cosac afirmou que o medidor é falho.

A biblioteca Mario de Andrade está instalada num prédio com arquitetura art déco na Rua da Consolação, coração do Centro de São Paulo. Possui um acervo de 365 mil livros e 52 mil itens raros.

*Com informações da Folha de S. Paulo



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