João Santana e Mônica Moura foram induzidos a mentir para abrandar pena, diz Dilma

Em nota, assessoria de imprensa da ex-presidenta repudiou o depoimento dos marqueteiros de sua campanha – que deveria ser mantido sob sigilo – à Justiça Eleitoral Por Redação...

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Em nota, assessoria de imprensa da ex-presidenta repudiou o depoimento dos marqueteiros de sua campanha – que deveria ser mantido sob sigilo – à Justiça Eleitoral

Por Redação

Em depoimento prestado nesta segunda-feira (24) ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o casal João Santana e Mônica Moura, marqueteiros da campanha de Dilma nas eleições de 2014, afirmaram que a ex-presidente sabia de caixa 2 nas doações eleitorais e que trataram do assunto diretamente com a petista.

O casal está preso e pode ainda ser condenado com uma longa pena. O depoimento pode fazer parte de um acordo para que eles fiquem em liberdade e tenham suas penas abrandadas em uma eventual condenação.

O conteúdo do depoimento do casal à Justiça Eleitoral está sob sigilo mas, assim como parte das delações da Odebrecht, trechos selecionados foram tornados públicos. Em nota, a assessoria de imprensa da presidenta Dilma Rousseff criticou o vazamento.

“A presidenta eleita Dilma Rousseff repudia, mais uma vez, o vazamento seletivo de trechos dos depoimentos, renovando a necessidade de rigorosa investigação pela Justiça Eleitoral, como a sua defesa denunciara em outra oportunidade”, diz a nota.

No texto, a assessoria de Dilma nega as acusações feitas por João e Mônica e diz que “tudo indica que o casal, por força da sua prisão por um longo período, tenha sido induzido a delatar fatos inexistentes, com o objetivo de ganhar sua liberdade e de atenuar as penas impostas por uma eventual condenação futura”.

Confira a íntegra.

Sobre os depoimentos sigilosos prestados pelo casal João Santana e Monica Moura, nesta segunda-feira, 24 de abril, perante a Justiça Eleitoral, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:_
 
1. João Santana e Monica Moura faltaram com a verdade no depoimento colhido pelo ministro relator Herman Benjamin, fazendo afirmações desprovidas de qualquer fundamento ou prova. 
2. Dilma Rousseff nunca negociou diretamente quaisquer pagamentos em suas campanhas eleitorais, e sempre determinou expressamente a seus coordenadores de campanha que a legislação eleitoral fosse rigorosamente cumprida respeitada.
 
3. Tudo indica que o casal, por força da sua prisão por um longo período, tenha sido induzido a delatar fatos inexistentes, com o objetivo de ganhar sua liberdade e de atenuar as penas impostas por uma eventual condenação futura.
 
4. As evidências demonstram que, pelos pagamentos declarados ao TSE pela campanha de Dilma Rousseff de 2014, João Santana e Monica Moura foram os profissionais de marketing mais bem pagos na história das eleições no Brasil, recebendo nada menos que R$ 70 milhões de reais.
 
5. Desse modo, não havia e nunca houve qualquer razão ou motivo para que o casal recebesse nenhum centavo a mais pelos serviços prestados à campanha da reeleição, especialmente nos montantes pretendidos por Mônica Moura e muito menos por meio de pagamentos não contabilizados.
 
6. A presidenta eleita Dilma Rousseff repudia, mais uma vez, o vazamento seletivo de trechos dos depoimentos, renovando a necessidade de rigorosa investigação pela Justiça Eleitoral, como a sua defesa denunciara em outra oportunidade.

 

 



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