Delator da Odebrecht entrega provas de propinas a Serra e Alckmin

Um dos principais delatores da Odebrecht, Benedicto Júnior, ex-presidente da empresa, entregou à força-tarefa da Lava Jato um planilha que indica a relação de recursos da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo a um pagamento de R$ 2 milhões para a GW Comunicação,...

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Um dos principais delatores da Odebrecht, Benedicto Júnior, ex-presidente da empresa, entregou à força-tarefa da Lava Jato um planilha que indica a relação de recursos da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo a um pagamento de R$ 2 milhões para a GW Comunicação, empresa que foi do marqueteiro Luiz Gonzalez, responsável por campanhas dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin entre 2002 e 2012.

Da Redação com Informações do Estadão

O delator Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht, entregou aos investigadores um planilha na qual relaciona recursos da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo a um pagamento de R$ 2 milhões para a GW Comunicação, empresa que foi do marqueteiro Luiz Gonzalez, responsável por campanhas dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin entre 2002 e 2012.

No documento entregue à Lava Jato, BJ não detalhou a forma e os valores repassados à GW. O delator apenas informa que foram “localizados pagamentos para a empresa GW”. Entretanto, em um relatório produzido com base no material apreendido com BJ em uma das fases da Lava Jato, a Polícia Federal lista uma troca de e-mail entre BJ, Marcelo Odebrecht e Fabio Gandolfo, então diretor da empreiteira em São Paulo.

Com o título de DGI (sigla para propina, segundo a PF), a mensagem de 30 de agosto de 2004 aborda a programação de pagamento de R$ 2 milhões relacionados a obra da linha 2 do Metrô com as expressões “comunicação=GW”, “careca=amigo PN”.

Segundo os delatores, “careca” e “amigo PN” são codinomes do senador José Serra – o último por conta da relação dele com o ex-presidente da Odebrecht Pedro Novis, seu vizinho em São Paulo. Segundo a prestação de conta do tucano à Justiça Eleitoral, a GW recebeu R$ 1,8 milhão da campanha vitoriosa em 2004, quando ele foi eleito prefeito da capital. Procurada, a empresa disse que Gonzalez deixou a firma em 2013. O Estado não conseguiu contato com o marqueteiro e Serra afirmou que não se manifestará.

 



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