Doria criou planilha no Google para servidores se cadastrarem e furarem a greve

Para o tucano, vale tudo para impedir os 129 mil funcionários públicos municipais de se juntarem ao protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência Por Redação...

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Para o tucano, vale tudo para impedir os 129 mil funcionários públicos municipais de se juntarem ao protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência

Por Redação

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou ontem (26) que vai cortar o ponto de quem aderir à greve geral programada para a sexta-feira (28). Os servidores também foram orientados a pegarem carona com os colegas ou se cadastrarem para utilizar gratuitamente aplicativos de transporte – como Uber e 99 – para chegarem ao trabalho. Para o tucano, vale tudo para impedir os 129 mil funcionários públicos municipais de se juntarem ao protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência.

“Sexta-feira, dia 28, é dia de trabalho, só quem não quer trabalhar é que vai fazer greve, porque mesmo quem deseja manifestar-se faz isso em horário fora de expediente, faz isso no sábado, faz isso no domingo, de noite, na hora do almoço, não faz durante o trabalho”, afirmou em sua página no Facebook. A prefeitura disponibilizou uma planilha para registrar os servidores que irão utilizar os aplicativos, após uma parceria com as empresas (confira aqui).

Em 2013, no entanto, Doria teve uma postura bem diferente e sinalizou apoio à greve geral que ocorreu em julho daquele ano, durante a gestão da petista Dilma Rousseff. “Greve geral de amanhã pode ser o teste mais difícil do governo Dilma”, escreveu.

Foto: Leon Rodrigues / ASCOM- PMSP



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