País para contra Temer. Imprensa tenta criminalizar greve

O primeiro balanço do dia é que a greve tomou todo o país. Apesar da cobertura da grande imprensa tentar criminalizar o movimento, é inegável que a maioria dos trabalhadores aderiu à greve de...

1584 0

O primeiro balanço do dia é que a greve tomou todo o país. Apesar da cobertura da grande imprensa tentar criminalizar o movimento, é inegável que a maioria dos trabalhadores aderiu à greve de forma pacífica.

Da Redação

O País está parado. Notícias vindas de todas as capitais, cidades médias e pequenas dão conta de uma greve geral com grande adesão. Metrôs, trens e ônibus de São Paulo não funcionam desde as primeiras horas da manhã. Na maior cidade do Brasil pareceria feriado não fossem as manifestações em diversos pontos, com bloqueios de estradas e avenidas.

ponte rio niteroi.jpg

Foto: Mídia Ninja

O prefeito João Doria tentou montar um esquema de transporte gratuito através do Uber e 99 para os funcionários públicos municipais, mas foi surpreendido pela greve dos motoristas da categoria.

Em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, Recife o transporte público está parado. A imprensa, de maneira geral, tenta criminalizar os movimentos insistindo em mostrar pequenas confusões pontuais, bloqueios e boatos que circulam pelas redes sociais com ameaças.

Metrô.jpg

O fato é que trabalhadores de várias categorias que vão desde os funcionários mais humildes, funcionários públicos até a cantora Gal Costa, que cancelou um show seu em Salvador em apoio a greve, aderiram ao grande protesto nacional contra Temer de forma espontânea e pacífica.

Em Porto Alegre, foram realizados bloqueios na avenida Baltazar Oliveira Garcia, na Zona Norte; na Avenida Mauá, no Centro; na Ponte do Guaíba, na BR-290; e na Bento Gonçalves, na Zona Leste.  Ônibus e trens não operam.

São Luiz

Em Santa Catarina, Blumenau e Florianópolis amanheceram sem ônibus. Motoristas e cobradores também pararam nas cidades paulistas de São José dos Campos, Jacareí, Bauru, Sorocaba, região do ABCD e Guarulhos. O mesmo ocorre em Salvador Recife, Fortaleza e Curitiba. Em Natal e Campo Grande a paralisação do transporte público é parcial. João Pessoa está sem ônibus e trens e com avenidas fechadas, bloqueando acesso à região metropolitana.

Em São Luís, capital do Maranhão, todas as garagens de ônibus estão ocupadas e não há circulação de nenhum transporte coletivo na cidade. A BR 135 foi bloqueada, o Porto do Itaqui, também ocupado. Bancos e comércio também estão paralisados.

Bloqueio em Brasília

As rodovias Anhanguera (na região de Jundiaí, sentido São Paulo), Dutra (em Guarulhos e São José dos Campos), Régis Bittencourt (em Taboão da Serra e Embú das Artes), Anchieta (sentido litoral), Cônego Domênico Rangoni (no litoral sul), também estão bloqueadas.

Por volta das 8h15, Wagner Fajardo, dirigente do Sindicato dos Metroviários, em entrevista à Rádio Brasil Atual fez um balanço das primeiras horas de paralisação. “Já podemos considerar que a greve é um sucesso. A adesão dos trabalhadores foi muito grande, todas as linhas estão completamente paradas. E a população compreendeu a greve e não está chegando em grande quantidade nas estações, então está tudo bem tranquilo. Se houver algum funcionamento no Metrô, será em caráter de contingência, quando a empresa coloca servidores da chefia para operar os trens, o que coloca em risco a população.”

 



No artigo

x