Falhas de segurança colocam em risco servidores da Esplanada dos Ministérios

Funcionários receberam comunicado por conta da manifestação em Brasília. Eles foram orientados a protegerem documentos, pen drives, notebooks e informações sigilosas antes de evacuarem o edifício, mas só foram liberados para sair quando a estrutura já...

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Funcionários receberam comunicado por conta da manifestação em Brasília. Eles foram orientados a protegerem documentos, pen drives, notebooks e informações sigilosas antes de evacuarem o edifício, mas só foram liberados para sair quando a estrutura já pegava fogo

Por Maíra Streit, de Brasília

Uma servidora do Ministério do Planejamento, que preferiu não ser identificada, relatou o caos vivido ontem (24) em Brasília por falhas de segurança e falta de orientação adequada às pessoas que trabalham na Esplanada. O local foi palco de manifestação contra o governo de Michel Temer e o ato acabou no fim da tarde com quase 50 feridos após violenta repressão policial.

Segundo ela, os funcionários só foram alertados para deixar o prédio quando parte da estrutura já estava pegando fogo e não houve qualquer ação efetiva para desocupar a área de forma organizada. Um grupo entrou no Ministério com pedras e pedaços de madeira enquanto o expediente seguia normalmente.

De acordo com a servidora pública, o que mais revoltou os colegas foi o fato de terem recebido um comunicado para protegerem documentos, pen drives, tablets e notebooks antes de evacuarem o edifício. O texto ressalta o cuidado especial com documentos e informações sigilosas. Para ela, a atenção dada aos funcionários ficou em segundo plano, mas deputados e senadores contavam com uma equipe reforçada no Congresso Nacional com cavalaria e tropas de choque da Polícia Militar.

Nesta quinta-feira (25), o funcionamento do Ministério não foi alterado, porém ela decidiu se ausentar do trabalho depois do trauma. “Os primeiros andares ficaram cheios de fumaça e spray. Nem vistoriaram o prédio. Há risco de desabamento da marquise por conta do incêndio. Estou abalada, não consegui ir. O governo tem a obrigação de zelar pela nossa segurança”, afirmou.



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